DEFENDENDO-SE, TOFFOLI DISSE TER RECEBIDO VALORES COMO SÓCIO DE EMPRESA VENDIDA A FUNDO DE VORCARO

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Publicado por Fernando Miller

O Tayayá Aquaparque, resort de luxo em Ribeirão Claro (PR). Foto: reprodução

O ministro do STF Dias Toffoli afirmou a interlocutores que recebeu valores por ser sócio da empresa Maridt, ligada ao resort Tayayá. A declaração foi dada após o avanço de apurações da Polícia Federal sobre transferências financeiras envolvendo o magistrado. Com informações de Mônica Bérgamo, na Folha de S.Paulo.

Segundo o relato, Toffoli integra há anos o quadro societário da empresa ao lado de familiares. O ministro disse que os repasses ocorreram dentro dessa relação empresarial.

O nome de Toffoli não consta em registros públicos da companhia porque a Maridt é uma Sociedade Anônima de livro fechado. Nesse modelo, a identificação dos acionistas não é acessível a terceiros. Apenas dois irmãos aparecem formalmente como administradores.

Toffoli afirmou ainda que todas as transferências foram lícitas, realizadas ao longo de diversos anos e declaradas à Receita Federal. De acordo com a versão apresentada, os recursos possuem origem e destino rastreáveis.

A Maridt detinha 33% do resort Tayayá, participação vendida em 2021 ao fundo Arleen. O fundo é citado em investigações relacionadas ao entorno empresarial de Daniel Vorcaro e ao Banco Master.

O ministro também declarou que, posteriormente, o fundo teria negociado as ações com terceiros, com lucro. O magistrado acrescentou que deferiu pedidos da PF em investigações envolvendo Vorcaro.

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