DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO DA MEDICINA PASSA POR COTAS, PROUNI E FIES, DEFENDE SINDICATO

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GARANTIR QUALIDADE

Cerca de 30% dos cursos de ensino superior na área tiveram desempenho insatisfatório em exame do MEC

Médicos do Programa Mais Médicos durante visita no Super Centro Carioca de Saúde, em Benfica, no Rio de Janeiro| Crédito: Fernando Frazão / Agência Brasil

Os resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgados na segunda-feira (19) pelo Ministério da Educação (MEC), acenderam um alerta sobre a qualidade do ensino da área no país. Cerca de 30% dos 351 cursos de Medicina do país tiveram resultado insatisfatório.

Para o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Augusto Ribeiro, o resultado é reflexo do que chamou de um “aumento vertiginoso” do número de cursos no país nas últimas décadas. Ele reconhece que o estudo da Medicina no país ainda é elitizado, mas defendeu outro caminho para mudar o cenário.

“A melhor forma de você democratizar o acesso à formação médica, mudar o perfil do médico que está se formando no país, pode ser cotas em faculdades públicas e, como a gente já vinha fazendo, Prouni e Fies em universidades de boa qualidade”, avaliou, em entrevista ao jornal Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, nesta terça-feira (20).

Segundo Ribeiro, abrir uma faculdade de Medicina no Brasil “se tornou um ótimo negócio” e isso pode ter impacto direto na qualidade da formação de profissionais da área no país.

“O médico chega a pagar, ao longo de sua formação em faculdades privadas, cerca de R$ 1 milhão de mensalidade durante o curso”, um valor que pode, inclusive, ser custeado pelos cofres públicos, mesmo em faculdades com avaliação insatisfatória, no caso de bolsas do Prouni.

O presidente do Simesp disse que o exame do MEC vem em boa hora e defendeu, ainda, que o poder público siga atuando para garantir a qualidade dos serviços médicos prestados à população.

“A gente precisa garantir a qualidade dos egressos dos cursos de medicina, para que a população não esteja sujeita a ser atendida por pessoas que não têm a capacidade de atuar como médicos”, completou.

Editado por: Maria Teresa Cruz

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