Em linhas gerais, pode-se afirmar que existe um descompasso entre a promessa política de Trump de “ajuda” aos manifestantes iranianos e aquilo que os Estados Unidos podem efetivamente fazer sem desencadear uma escalada regional de grandes proporções.
Segundo análise divulgada pelo jornal britânico The Guardian, eventuais ataques aéreos dependeriam de bases de aliados na região, o que exigiria autorizações políticas delicadas e exporia esses países a retaliações iranianas
Mesmo enfraquecido após o conflito com Israel, o Irã ainda mantém capacidade significativa de mísseis balísticos, capaz de atingir alvos americanos e aliados.
O texto também questiona a eficácia estratégica de bombardeios. A repressão aos protestos ocorre de forma difusa pelo território iraniano, o que dificulta a definição de alvos militares claros e aumenta o risco de vítimas civis. Além disso, ataques externos poderiam fortalecer o discurso nacionalista do regime e servir como fator de coesão interna, em vez de enfraquecê-lo.
A possibilidade de eliminar o líder supremo, Ali Khamenei, é descrita como altamente escalatória e juridicamente controversa, sem garantia de levar a uma mudança de regime. Especialistas citados avaliam que a estrutura de poder iraniana permaneceria intacta, possivelmente sob controle ainda maior da Guarda Revolucionária.
Diante desses obstáculos, alternativas como ataques cibernéticos ou o uso de tecnologias de comunicação via satélite são discutidas, mas consideradas de impacto limitado.