HAMAS AFIRMA QUE OS 90 MORTOS POR ISRAEL NO HOSPITAL AL-SHIFA ERAM PACIENTES E REFUGIADOS: ‘CRIME DE GUERRA’
EDITORS NOTE: Graphic content / Patients receive treatment at Al-Shifa hospital in Gaza City on November 10, 2023, amid ongoing battles between Israel and the Palestinian Hamas movement. Heavy fighting was raging near Al-Shifa hospital, with Israel saying it had killed dozens of militants and destroyed tunnels that are key to Hamas's capacity to fight. Israel launched an offensive in Gaza after Hamas fighters poured across the heavily militarised border on October 7, killing 1,400 people, mostly civilians, and taking around 240 hostages. (Photo by AFP) / The erroneous mention[s] appearing in the metadata of this photo has been modified in AFP systems in the following manner: [Removing Byline]. Please immediately remove the erroneous mention[s] from all your online services and delete it (them) from your servers. If you have been authorized by AFP to distribute it (them) to third parties, please ensure that the same actions are carried out by them. Failure to promptly comply with these instructions will entail liability on your part for any continued or post notification usage. Therefore we thank you very much for all your attention and prompt action. We are sorry for the inconvenience this notification may cause and remain at your disposal for any further information you may require.
Forças Armadas de Israel admitiram as mortes em comunicado onde afirmam que as vítimas seriam “terroristas”
As 90 pessoas mortas pelas tropas de Israel durante a invasão ao Al-Shifa, maior hospital da Faixa de Gaza, na segunda-feira (18), eram “pacientes feridos e pessoas deslocadas” que se abrigavam dentro do hospital afirmou o porta-voz do Hamas, Ismail Al-Thawabta, à agência Reuters.
“O exército de ocupação israelense pratica a mentira e o engano ao divulgar sua narrativa como justificativa por crimes contínuos que violam o direito internacional e o direito humanitário internacional”, disse Al-Thawabta.
As Forças Armadas de Israel admitiram nesta quarta-feira (20) a responsabilidade pelas 90 mortes durante a invasão ao complexo hospitalar, por meio de comunicado no qual afirmam que as vítimas seriam “terroristas”. O texto assinado pelos militares israelenses diz que outras 160 pessoas foram presas na operação: “As tropas eliminaram terroristas e localizaram armas na área do hospital”.
O grupo palestino Hamas e a equipe médica do Al-Shifa negam que o hospital seja usado para fins militares ou para abrigar combatentes. “O que acontece no Hospital Al Shifa é crime de guerra e faz parte do genocídio conduzida pela ocupação israelense”, disse à Reuters Basem Naim, membro do Hamas que já atuou como ministro da Saúde.
Em entrevista à rede Al Jazeera, o cirurgião norueguês Mads Gilbert, ex-funcionário do Al-Shifa, compartilhou relatos de seus colegas presentes no complexo hospitalar durante a invasão israelense.
Ele disse que a equipe médica foi presa e deixada durante horas no frio e que o exército de Israel registrou seus rostos com uma câmera e os levou para o que ele descreveu como “investigações humilhantes”.
“Alguns foram obrigados a deixar o hospital e levados para lugares desconhecidos. Outros foram deslocados para o sul, seminus”, disse Gilbert. “Um médico levou um tiro no peito quando seguiu as ordens para deixar o hospital e mais tarde foi submetido a uma cirurgia no Hospital Al-Ahli Arab.”
Gilbert disse que em seus “ataques repetidos”, o exército israelense não diferencia “entre combatentes e equipe médica, pacientes e refugiados”.
Como resultado da operação de segunda-feira, o Hospital al-Shifa deixou novamente de funcionar, segundo o médico, colocando em risco a vida dos palestinos no norte de Gaza.
Edição: Rodrigo Durão Coelho