APÓS DELAÇÃO, EXÉRCITO VETA PROMOÇÃO DE MAURO CID A CORONEL

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por Guilherme Arandas Domingos

Mauro Cid. Foto: Divulgação

O Exército tomou uma decisão: o tenente-coronel Mauro Cid não será promovido a coronel. Cid faz parte da turma formada em 2000, que agora passa por avaliações de carreira para avançar na hierarquia militar. As conclusões dessas avaliações estão prestes a ser reveladas.

Neste estágio, as promoções não são mais baseadas apenas na antiguidade, mas também no mérito. Contudo, a reputação do tenente-coronel Cid, outrora considerado um oficial brilhante, sofreu abalos nas Forças Armadas. Isso ocorreu após acusações de conduta ética questionável.

Cid está sob investigação da Polícia Federal por suposta fraude em cartões de vacina e em inquéritos relacionados à venda de joias recebidas como presente por Jair Bolsonaro e uma tentativa de golpe de estado. Apesar disso, ele ainda buscou a promoção, enviando documentos para tal.

Jair Bolsonaro ao lado de Mauro Cid. Foto: Divulgação

A avaliação para promoções é conduzida por um colegiado de 18 generais e depois é enviada ao comandante do Exército, General Tomás Ribeiro Paiva, para a decisão final. Segundo informações obtidas, Cid já recebeu um veto do grupo inicial, indicando que ele provavelmente não avançará na carreira.

Apesar dos escândalos em que está envolvido, Cid continua a receber um salário mensal de aproximadamente R$ 27 mil das Forças Armadas. De acordo com as regras, a suspensão definitiva dos vencimentos só ocorrerá se ele for condenado a mais de dois anos de prisão. Até o momento, ele permanece sob investigação.

Se houver uma condenação, o Ministério Público Militar entrará com uma representação junto ao Superior Tribunal Militar (STM), o que poderá resultar na expulsão de Cid do Exército por considerá-lo indigno de pertencer à instituição militar.

Este seria o desfecho final do processo e das punições, que foram aplicadas desde que os escândalos vieram à tona. Inicialmente, Cid foi afastado de cargos de comando e, posteriormente, de todas as funções quando foi preso. No entanto, continuará recebendo salário até o desfecho do julgamento judicial.

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