E POR FALAR EM PAI, O SEU LHE ENSINOU O QUE É “A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO”, O MÉTODO DE DOMINAÇÃO DO CAPITALISMO-PARANOICO QUE PRODUZ OS SUJEITOS-SUJEITADOS? NÃO LHE ENSINOU? CONVERSE COM ELE
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Pintura, Terra Lavrada, Joan Miró (1923). Fonte: Wiki Art
“O espetáculo em geral, como inversão concreta da vida, é o movimento autônomo do não-vivo. (…) O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens. (…) No mundo realmente invertido, a verdade é um momento do que é falso. (…) O espetáculo domina os homens vivos quando a economia já os dominou totalmente”.
Guy Debord
Quando uma criança nasce é a caosmose que se faz presente. E ela se mantém em sua variação contínua como o novo. Daí, que a chamada infância, é na verdade, os Blocos-Devir da criança como processual do novo criador de afetos, como novas formas de ver e ouvir; perceptos, como novas formas de sentir; e conceitos, como novas formas de pensar. Nenhuma relação da infância dividida em fases oral, anal, uretal, fálica, edípica e latência, como afirmou Freud com sua psicanálise.
Como Blocos-Devir, a criança é o novo que vai mudar o mundo dado. O mundo posto como objetividade-constituída. Razão porque se afirma que a criança é sempre o novo. Entretanto, para que uma criança seja um processual de variação contínua do novo, ela necessita vivenciar territórios com personagens e conteúdos vitais. Conteúdos como forças ativas. Como diz o filósofo, Nietzsche: Vontade de Potência. Exaltação da Vida.
Porém, na sociedade do espetáculo essa vivência não é possibilitada: quase todos os pais são apenas sujeitos-sujeitados por essa força reativa que impede o movimento da Vida fazendo prevalecer a subjetividade do sistema capitalista-paranoico que estabelece os sentidos e os valores que devem ser aprendidos, alimentados e defendidos.
A criança obstruída em seus Blocos-Devir, é anemizada e transformada em um ente espectral, sujeito-sujeitado, como seus pais. Principalmente, pai, visto ser “a sociedade do espetáculo” miserável reflexo do modelo patriarcal-capitalista-burguês. Mundo onde a Vida não vibra. Tudo não passa de uma forma determinante do modelo de domesticação do agir. Alegria, prazer e felicidade, não passam de inebriantes dissimulações da alegria, prazer e felicidade do mundo real.
O seu pai lhe ensinou o que é “a sociedade do espetáculo”? Não? Então, companheiras e companheiros, não houve festa dos pais!
Só há festa onde pode haver o riso, a dança e o jogo! Onde a Vida é Vibração-Contínua!