VOCÊ ACREDITA QUE O NAZIFASCISTA BRINCA CARNAVAL, SABENDO QUE ELE SE ENCONTRA PRESO NA ORDEM PARANOICA DO AGUILHÃO DA DOR?
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG
Para todos os brincantes do Carnaval das Crianças da AFIN: A BANDINHA DO OUTRO LADO!
O aguilhão é uma ordem determinada para alguém, por alguém que não se conhece e que só termina quando esse alguém é morto. É uma ordem maldita que faz com que o aguilhoado sofra ao não cumpri-lá, afirma o filósofo-historiador Elias Canetti. Compreende-se, assim, que todo aguilhoado é um paranoico. Ou melhor, na linguagem simples: todo paranoico-nazifascista se sente perseguido, persegue, julga e condena.
O Carnaval é uma Brincadeira de pessoas livres, como as Crianças. É um Jogo-Lúdico-Estético-Ético. Uma Criação em encadeia da Práxis e Poieses. O mundo desejante das Crianças, porque todas as Crianças – que ainda não foram modeladas pela sociedade aguilhoada-paranoica – são Criativas e Alegres fora do tempo e do espaço cerceador.


O Carnaval imbrica-se, historicamente, na Grécia-Agrária. Com Dionísio como a representação da alegria da colheita da vinha. A festa da Liberdade que vai ensejar o aparecimento da Filosofia, do Teatro e – ele próprio – o Carnaval. É a embriagamento-dialético, sem sublimação da culpa, do pecado, mas, sim, como práxis e poises do Novo. Não há Novo sem Dionísio. O que as Crianças sabem muito bem, porque não existe escola que possa ensinar a Criação do Novo como a Potência-Lúdica da Criação, visto que as escolas-modeladoras estão aguilhoadas, cumprindo ordens, que como diria Kafka, não sabem de quem e para quê.
Diria o filósofo holandês, Spinoza, que o Carnaval é a pura Potência da Alegria. Não a alegria-compensatória. A alegria-psicológica aguilhoada pelo poder-dominante. ” Estou alegre ganhei um prêmio!”. Ou a tristeza-compensatória. “Meu amor me deixou!”. Porém, a Alegria que aumenta a Potencia de Agir, como o “Amor que é um afeto alegre cuja causa é uma ideia exterior”. A Vida como Potência-Pulsante como o Carnaval que é a Composição de Bons Encontros de Pessoas-Livres com seus Conatus, suas formas de perseverarem na Vida.
Os nazifascistas não brincam Carnaval porque são escravos aguilhoados pela ordem-paranoica. Ainda quando crianças foram impedidos de experimentarem o Jogo-Lúdico-Estético-Ético do Brincar-Criativo. Reprimidos se tornaram bolsonaristas, golpistas, na linguagem-debochante tupiniquim, nazifascistas.
Não se embriagam Dionisiacamente. Precisam de algumas substâncias alucinógenas para se iludirem que estão experimentando a folia. Quando não estão: a folia é a Naturalidade Dionisíaca do Carnaval. O que o aguilhão como ordem impossibilita compensando-os com alguns eventos privados e oficiais sob o agenciamento dos corpos-hipnóticos dos entretenimentos da sociedade de consumo.
Ou, como afirma o filósofo, Guy Debord: A Sociedade do Espetáculo. A Sociedade onde tudo é mercadoria. Inclusive nazifascista.
Pois, pois! Carnaval é Criança como Brincar-Criativo Dionisíaco! Criança-Filosofia! Criança-Teatro! Criança-Vida!
