FLÁVIO BOLSONARO MENTIU: “NUNCA ENTREI EM AVIÃO DO VORCARO”; VEJA VÍDEO

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Registros de planos de voo e dados da Anac obtidos pela PF desmentiram mais uma vez o filho de Jair Bolsonaro

Por: Julinho BittencourtPUBLICADO: 24/09/2026 –
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – Flávio Bolsonaro/Foto: SERGIO LIMA/AFP

Registros de planos de voo e dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) obtidos pela Polícia Federal desmentiram categoricamente uma das principais linhas de defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em declarações anteriores, o parlamentar havia afirmado enfaticamente que jamais havia utilizado bens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro“Vocês não vão me ver viajando para Londres, EUA, para Paris, para tudo que é lugar. Nunca entrei em avião do Vorcaro!”.

A investigação, no entanto, comprovou que a declaração do senador não condiz com a realidade.

O Voo de Fort Lauderdale

De acordo com os documentos migratórios e de tráfego aéreo, no dia 19 de janeiro de 2025, o senador, sua esposa e suas filhas embarcaram em Fort Lauderdale, na Flórida (EUA), com destino a Brasília.

A viagem de retorno ao Brasil foi realizada a bordo de um jato executivo de luxo, modelo Embraer Legacy 650, de prefixo PP-NLR.

A Sociedade Oculta da Aeronave

Os registros oficiais da Anac revelam que o avião não pertencia a um único dono, mas sim a um condomínio de luxo dividido em três cotas de propriedade:

  • Willer Tomaz: Advogado de Brasília e amigo íntimo da família Bolsonaro.
  • Prime You: Empresa de compartilhamento de jatos executivos que, na época do voo, tinha o banqueiro Daniel Vorcaro como um de seus principais sócios.

A cota operada pela empresa de Vorcaro havia sido adquirida no final de 2024, o que significa que, no momento em que Flávio Bolsonaro utilizou a aeronave para trazer sua família dos Estados Unidos, o banqueiro já era coproprietário do bem.

Mudança na Linha de Defesa

Diante das evidências irrefutáveis apresentadas pela reportagem da Revista Piauí, o senador Flávio Bolsonaro abandonou o discurso de que “nunca havia entrado” no avião.

Em uma nova manifestação nas redes sociais, o parlamentar mudou a narrativa e passou a alegar desconhecimento. Flávio afirmou que, para ele, a aeronave pertencia exclusivamente ao amigo Willer Tomaz e que não tinha ciência da participação de Daniel Vorcaro no negócio.

O senador ironizou a situação em sua conta no X (antigo Twitter), tentando desviar o foco do caso: “Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”, publicou, em referência ao fato de o ministro do STF ter utilizado o mesmo jatinho meses depois.

Por que o caso importa?

A proximidade de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro entrou no radar das autoridades após o Banco Master sofrer liquidação extrajudicial e o banqueiro se tornar alvo de operações da Polícia Federal. A mentira sobre o uso do jatinho complica a situação política do senador, que tenta afastar suspeitas de que usufruía de vantagens financeiras ou favores de empresários investigados.

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