CANDIDATOS AO GOVERNO DO AMAZONAS REAFIRMARAM QUE DEBATE É UM CONCEITO SEM PRÁXIS-POLÍTICA

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PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

                               “Até agora, os homens sempre formaram ideias falsas sobre si mesmos, a respeito do que são ou devem ser”.

                                                                                      Marx e Engels; A Ideologia Alemã

 

DEBATE COMO HETEROGENEIDADE  HOMOGENEIDADE 

 

Debate, no sentido Político-Democrático, é um movimento alternante de Saberes e Dizeres que processam Fluxos-Mutantes e Quantas-Desterritorializante como produção do Novo-Revolucionário.

 

Debate, no sentido apolítico-antidemocrático, é uma imobilização semiótica cujas palavras servem para a manutenção do estado de coisa estabelecido. Nada muda.

 

O alcunhado debate com os candidatos ao governo do estado do Amazonas, ocorrido na noite de ontem, dia 9, foi, em verdade, o já sabido ha décadas: o triunfo da afasia-ecolálica do mesmo: ausência de Debate Político-Democrático.

 

Além das dolentes performances dos candidatos, havia também a tirania do regramento-castrador da metodologia do programa, também nada Democrático, mas, tão somente, a força cerceadora da TV BAND. Foi a união da mudez com surdez eleitoral.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS SEM CONSIDERAÇÕES INICIAIS

 

 Como não houve Debate, no sentido Político-Democrático, não era para haver o chamado bloco da Considerações Finais, mas para cumprir a ordem da nadificação, houve, sem haver, pois as tais considerações foram apenas o mesmo do mesmo: auto-glorificações.

 

         – A candidata, Maria do Carmo, afirmou que ela era a única capaz de realizar mudanças, visto que os outros não foram capazes e nem seriam. Mas, como uma candidata do PL do Valdemar Costa, que já foi preso por corrupção, com seu ídolo, Bolsonaro, pode produzir mudanças? Perguntariam.

Para fortalecer sua posição mudante, afirmou que era uma empresária bem sucedida e que poderia, com seus conhecimentos, ajudar o estado do Amazonas. Ela não sabe que o Estado já é capitalista burguês.

 

          – David Almeida, considerou que sua boa administração como prefeito- para ele – devia ao fato ser oriundo de classe pobre. Ele não sabe que ser pobre não faz ninguém democrata, assim como ser rico também não. Não é qualquer um que pode ser Lula. A própria prefeitura dele afirma essa realidade. Perguntem a classe dos professores. Ainda, por cima, elogiou seu parque antropomorfizante de animais, como seu grande trabalho para as crianças. Não sabe que o amazonense não tem vocação para dolorosa Disney.

 

          – O ex-comunista – existe ex-comunista? -, Omar Aziz, falou de sua administração anterior como governador. Afirmou que iria fazer muito melhor, ele tinha experiência  e sabia dos problemas atuais do Amazonas. Sobre a segurança, além de prometer concursos e promoções, disse que seu passado afirmava o que estava dizendo. Ele foi responsável por um programa com nome parecido coisa da Globo, Galera nota 10, com crianças classificadas como de rua. Só que muitas pessoas chamavam de pedagogia da dedoduração-infantil.

     

           – Isael Munduruku, no estilo de seu conterrâneo, Daniel Munduruku, concorrente de Krenak, na vaidade, usou sua etnia para concorrer com a candidata, Maria do Carmo afirmando que ele era o único que poderia promover as mudanças que o estado precisa. Afirmou que as penas que usava não eram enfeites. Triste, porque se fossem penas de verdade ele poderia, no meio de todos que só estavam tagarelando o mesmo regime de signo despótico-significante, paranoico-autoritário-redundante do sistema-capitalista, poderia voar sobre todos e espalhar a linguagem-mutante que é própria da Democracia. Mas, ele ficou na mesma banca: não soube voar. Talvez, as penas não fossem de Pássaros. E ele também não sabia que ‘Voar é com os Pássaros’, como afirma Robert Altman, em seu cinema de 1970. 

 

       – Roberto Cidade não foi porque temia trama dos seus oponentes. Na linguagem popular, medo.

 

Como diz o cabo-eleitoral, Ferreirinha da Urna Furada: “Como eu não sou otário, não perdi tempo o falso debate. Fiquei assistindo futebol. É a mesma coisa, só tem perna de pau, mas a gente tira o som fica vendo só as imagens e metendo umas amargosas”.    

           

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