A RESPOSTA ATRAVESSADA DE GILMAR MENDES AO VICE DE FLÁVIO BOLSONARO
Gilmar é o relator no STF do procedimento relacionado à acusação de estupro de vulnerável feita contra Gaspar. O caso chegou à Corte depois que a Polícia Federal pediu autorização para abrir uma investigação a partir de uma notícia-crime apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke. Gaspar nega ter cometido o crime.
Na quinta-feira (6), já como vice de Flávio, Gaspar afirmou que esperava imparcialidade do ministro apesar de acreditar que Gilmar não gostasse dele. O deputado também pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo acelerassem a análise do caso, alegando já ter fornecido material para exame de DNA.
Gilmar, porém, afirmou que o procedimento ainda está em uma etapa anterior à eventual abertura de investigação. Segundo o ministro, o que está sob sua análise é um pedido de providências preliminares da PGR, encaminhado após manifestação da Polícia Federal. Ele disse que essa fase será concluída antes da análise de qualquer nova medida.
A PF pediu em abril autorização para investigar as acusações. Antes de decidir, Gilmar solicitou manifestação da PGR. A Procuradoria pediu diligências adicionais, e o ministro posteriormente deu prazo de 15 dias para que Lindbergh e Soraya apresentassem mais informações. Portanto, até o momento, não há inquérito formal aberto contra Gaspar por esse episódio.
A acusação apresentada pelos parlamentares sustenta que Gaspar teria mantido relação sexual com uma adolescente de 13 anos e que o episódio teria resultado no nascimento de uma criança. O deputado rejeita a versão, afirma que o caso citado envolve um primo e diz não ter relação com a jovem mencionada. A escolha de Gaspar para a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro recolocou o procedimento no centro da disputa política de 2026.