O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) |Crédito: Ricardo Stuckert/PR
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Genial/Quaest e divulgada pelo jornal O Globo neste domingo (28) questionou uma fatia específica do eleitorado sobre a aprovação do governo federal: aqueles que não são petistas nem bolsonaristas e que representam 27% da população. Nesse grupo, a aprovação do governo Lula é de 51%, contra 40% que desaprovam. Outros 9% não responderam.
Ao comentar a pesquisa, o diretor do instituto, Felipe Nunes, afirmou que essa percepção pode mudar ao longo dos meses, uma vez que se trata de um eleitorado “volátil”, que baseia suas decisões em pautas concretas, como a situação econômica.
A pesquisa também traz um recorte de gênero em relação à polarização. Entre as mulheres, o bolsonarismo registra maior rejeição: 35%. Já a rejeição a Lula é de 25%, percentual inferior ao registrado entre aquelas que não são nem petistas nem bolsonaristas (27%). Entre os homens, 32% são antipetistas, 29% são antibolsonaristas e 26% não são nem um nem outro. Cerca de 10% tanto dos homens quanto das mulheres são, ao mesmo tempo, antipetistas e antibolsonaristas, e 3% não responderam. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho.
Eleitorado feminino
E, se já estava difícil para os bolsonaristas conquistarem o voto das mulheres, o vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, pode tornar essa missão ainda mais difícil.
Em uma postagem de 15 minutos nas redes sociais, Michelle afirma que viu uma operação coordenada contra sua imagem nas redes sociais após se manifestar contra a aliança dos filhos do marido com Ciro Gomes (PSD), no Ceará.
Após entrar em contato com o enteado para questionar posicionamentos, Flávio Bolsonaro disse que ela não deveria participar das decisões do partido e questionou seu conhecimento sobre política.”Eles me tratam como se eu fosse idiota, como se eu fosse alguém que chegou ontem, mas eu não sou. Eu sei mais do que eles pensam”, disse.