“MAIOR PREOCUPAÇÃO SÃO OS PRISIONEIROS PALESTINOS QUE SÃO TORTURADOS CONTINUAMENTE”, AFIRMOU O ATIVISTA, ABU KESHEK
afinsophia 12/05/2026 0
SOLTO APÓS SEQUESTRO
Após mobilizações, protestos e pressão popular internacional, ativista foi libertado junto com Thiago Ávila
O ativista palestino-espanhol Saif Abu Keshek, integrante da Flotilha Global Sumud, anunciou nesta segunda-feira (11) que tomará medidas legais para denunciar o sequestro que sofreu por parte de Israel, ressaltando que “ouvia gritos todos os dias”, em referência às torturas de presos palestinos pelo regime sionista.
Mais de 9.600 palestinos estão sequestrados em prisões israelenses, incluindo 86 mulheres e cerca de 350 menores. Mais de 3.500 são detidos administrativos, o que viola o devido processo judicial.
Após pousar em Barcelona no domingo, depois do seu sequestro e da greve de fome que protagonizou, Abu Keshek pediu aos sindicatos que continuem “se unindo e defendendo a luta pelo povo palestino”.
Convocou a participação na mobilização do próximo fim de semana em Barcelona para demonstrar que “continuamos atentos ao que acontece na Palestina”.
Após mobilizações, protestos e pressão popular em nível internacional, Abu Keshek foi libertado junto com o ativista Thiago Ávila, que também foi sequestrado por Israel durante o assalto a 22 embarcações da Flotilha Global Sumud.
O comboio humanitário internacional, para apoiar o povo palestino submetido a um genocídio brutal, partiu no dia 12 de abril de 2026 do porto de Moll de la Fusta, em Barcelona, com destino a Gaza, num percurso pelo Mediterrâneo que incluía Itália, Grécia e Türkiye. Foram assaltados pela ocupação israelense na noite do dia 29 de abril, em águas internacionais, a quase 1.000 km de Gaza.
Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila foram os dois únicos ativistas da Flotilha levados a Israel dos 175 capturados naquela madrugada pelo Exército israelense. Após sofrerem inúmeros abusos, o restante dos participantes do comboio foi levado à força para as costas gregas.
A Flotilha Global Sumud, formada por 58 embarcações que transportavam insumos humanitários para a Faixa de Gaza, denunciou em 30 de abril a interceptação pela ocupação israelense de 22 navios em águas internacionais.
O genocídio de Israel sobre Gaza deixou, desde outubro de 2023, mais de 172.520 feridos e 72.628 palestinos assassinados. Esse número pode ser ainda maior devido aos incontáveis corpos sob os escombros que não puderam ser resgatados.