“Usar a linguagem da ameaça contra o Irã é ineficaz e pode piorar a situação para os Estados Unidos”, afirmou a fonte.
Também nesta quarta-feira (6), o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, declarou que o país só aceitará um acordo se as condições forem “justas e abrangentes”.
“Faremos o possível para proteger nossos direitos e interesses legítimos nas negociações”, disse Araqchi, que está em Pequim após reunião com o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, segundo a mídia iraniana. “Só aceitaremos um acordo justo e abrangente.”
Araqchi não comentou diretamente a última proposta do presidente norte-americano, que prevê uma pausa na operação dos Estados Unidos para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz.
“Concordamos mutuamente que, embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, o Projeto Liberdade será pausado por um curto período de tempo para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado”, escreveu Trump nas redes sociais.
Cabe ressaltar que o estreito está praticamente fechado há pouco mais de dois meses — desde o início da guerra, em 28 de fevereiro —, quando ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã interromperam cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo, desencadeando uma crise energética global.