Para o grupo, a ação não pode ser justificada como autodefesa e representa uma “violação flagrante” da Carta da ONU, além de comprometer esforços diplomáticos e a ordem internacional baseada em regras.
O grupo também denunciou a destruição sistemática de áreas residenciais, especialmente no sul do Líbano, classificando as ações como punição coletiva e levantando preocupações sobre possíveis práticas de limpeza étnica.
A escalada militar ocorre em um contexto já altamente volátil na região, após o agravamento do conflito envolvendo Hezbollah e os desdobramentos da guerra entre Israel e Irã. Desde o início da ofensiva, mais de 2 mil pessoas teriam sido mortas no Líbano, e cerca de 1,2 milhão foram deslocadas à força — um cenário que, segundo os especialistas da ONU, pode configurar crimes contra a humanidade.
A situação também impacta negociações diplomáticas mais amplas. O governo do Irã defende que o Líbano seja incluído em acordos de cessar-fogo em discussão com os Estados Unidos, enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeita essa possibilidade e afirma que as operações contra o Hezbollah continuarão.