Em mensagem pública divulgada nesta quinta-feira (9), o líder supremo iraniano Mojtaba Khamenei afirmou que o país levará a “gestão do estreito a um novo estágio”, indicando que o controle sobre a passagem continuará sendo usado como instrumento de pressão política.
As declarações de Khamenei antecedem uma nova rodada de negociações entre Irã e EUA, prevista para este sábado em Islamabad, capital do Paquistão.
A declaração ocorre apesar do cessar-fogo anunciado no início da semana entre Irã e EUA, que previa a reabertura da via. Na prática, porém, o estreito segue com circulação extremamente limitada – e uma das razões envolvem os sucessivos ataques de Israel ao Líbano.
Embora afirme que o país “não busca guerra”, o líder supremo do Irã reforçou que serão exigidas compensações pelos danos do conflito recente e não abrirá mão de seus interesses estratégicos.
Navios parados e risco crescente
De acordo com relatos citados pela Axios, centenas de navios petroleiros permanecem à espera de autorização para cruzar a região do Estreito de Ormuz, sem garantias de segurança. Tripulações enfrentam incerteza sobre como atravessar sem risco de ataques.
Embora autoridades norte-americanas afirmem que o estreito está “tecnicamente aberto”, admitem que a intimidação iraniana tem impedido o fluxo normal de embarcações. Cerca de 20 mil trabalhadores marítimos estão praticamente retidos no Golfo Pérsico, segundo a International Maritime Organization.