SOLIDARIEDADE
Moscou desafia o bloqueio dos EUA à ilha caribenha; primeiro petroleiro russo chegou na segunda-feira (30)
- MOSCOU (RÚSSIA)
- SERGUEI MONIN
A Rússia já começou a carregar um segundo navio petroleiro a Cuba com petróleo O anúncio foi feito nesta quinta-feira (2) pelo Ministro da Energia, Serguei Tsivilev, durante o fórum “Energoprom-2026”, em São Petersburgo, que contou com a participação de representantes cubanos.
Anteriormente, o Ministério dos Transportes russo confirmou que o petroleiro Anatoly Kolodkin chegou a Cuba na última segunda-feira (30) com mais 100 mil toneladas de petróleo como ajuda humanitária à ilha, em meio à crise energética causada pelas restrições de Washington.
Esta foi a primeira chegada de um petroleiro à ilha em três meses, após os Estados Unidos pressionarem a Venezuela e o México a reduzirem ou interromperem o fornecimento de energia a Cuba. Como resultado, a ilha não vinha recebendo petróleo desde 9 de janeiro, uma interrupção que levou a uma deterioração contínua do sistema energético, com apagões constantes, e a dificuldades para a população, que depende do combustível para serviços essenciais e para o funcionamento da economia.
De acordo com ela, Cuba é um país amigo da Rússia e o seu “parceiro mais próximo no Caribe”. “Posso reafirmar, mais uma vez, nossa inabalável solidariedade com o governo e o povo irmão de Cuba. Nossas relações com a Ilha da Liberdade têm uma longa tradição histórica. Desde os tempos soviéticos, temos fornecido aos nossos amigos cubanos toda a ajuda e assistência possíveis”, completou a diplomata.
Cuba agradece ajuda russa
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, por sua vez, agradeceu à Rússia pela recente entrega de petróleo e declarou que utilizará esses recursos energéticos de forma racional.
“Agradeço à Rússia, ao presidente Putin e à tripulação do navio-tanque Anatoly Kolodkin”, escreveu o líder cubano na rede social X.
Díaz-Canel enfatizou que “os trabalhos para descarregar, processar, distribuir e utilizar racionalmente a carga estão em andamento”.
Ele também ressaltou que Havana “continuará defendendo seu direito soberano de importar combustível sem interferência ou pressão externa”.
O presidente cubano observou que a entrega de petróleo é uma demonstração da amizade entre os países. “Temos visto muitas manifestações disso ao longo da nossa história”, completou Díaz-Canel.