UMA QUESTÃO PARANOICA APRESENTADA POR TRUMP: ELE AFIRMOU QUE ATACOU O IRÃ POR TER A CONVICÇÃO QUE O IRÃ IRIA ATACAR PRIMEIRO
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Até o vulgo sabe: O paranoico é o perseguidor perseguido.
Não que ele seja realmente perseguido para ser o perseguidor perseguido.
Ninguém persegue o paranoico, ele que se persegue e transfere sua perseguição ao outro que ele elege como inimigo.
Logo, o paranoico delira sobre a perseguição que ele afirma que o outro faz sobre ele.
O mundo tem paranoico por todos os lados. Principalmente em cargos de chefe de Estado.
FREUD EXPLICITA A PARANOIA
Em 1911, Freud apresentou o caso celebre no mundo da psiquiatria: o conhecido Caso Schreber.
“Trata-se de Daniel Paul Schreber, ex-presidente da Corte de Apelação da Saxônia, cujas Memórias de Um Doente dos Nervos apareceram em 1903 e, se estou bem informado, despertaram grande interesses entre os psiquiatras”.
Esta citação do Caso Schreber não tem o propósito de explicitar todo o estudo, já que é um caso com muitas nuances que se expressam como sintoma paranoico, inclusive a homossexualidade, já que a paranoia tem relação estreita com a repressão sofrida na infância através do processo de castração executado pelo pai-castrador. Assim, como o ciúme.
O que nos interessa é apenas uma configuração que o paranoico Schreber expressa em sua dialética perseguidora delirante, segundo Freud:
a)- Delírio de perseguição: Eu não o amo – Eu o odeio.
b) – Delírio de perseguição transformado: “Eu não o amo – Eu o odeio – porque ele me persegue”
Trump tem trazido o Caso Schreber para cena quando invadiu a Venezuela, persegue Cuba, ameaçou o Canadá, a Groenlândia, bombardeou o Irã, matando, junto com Israel, quase 200 meninas que foram qualificadas por ele como “pessoas ruins”, e ameaçou a Espanha porque o país de Picasso, Garcia Lorca, Buñuel, Salvador Dali, o psiquiatra Tosquelles e outros, que lutaram contra o nazifascismo, não permitiu que suas bases áreas fossem usadas pelos EUA e Israel.
A condição psíquica de Trump já é conhecida e comentada no mundo. Sua sobrinha, que é psicologa, já diagnosticou seu sintoma.
Quando ele afirmou que atacou o Irã por ter tido a convicção que o Irã iria atacar primeiro, ele afirmou sua realidade psíquica. E continua afirmando ao colocar o planeta sob ameaça terroristicamente paranoica.
Como mostra a estudante de Psicologia Psiquina da Polis: “Mas o Trump não se encontra só como chefe de Estado. Tem, principalmente, Netanyahu, os líderes da Inglaterra, Alemanha e outros que o apoiam. É preciso atentar para o Caso Schreber, porque, embora ele tivesse o diagnóstico de paranoico delirante, ele mantinha sua condição intelectual: continuava despachando na Corte de Apelação da Saxônia, como autoridade jurídica”.