PREFEITO E CÂMARA MUNICIPAL DE LONDRINA TENTARAM IMPEDIR A JOGADORA DE VÔLEI, TIFANNY JOGAR AS FINAIS DA COPA BRASIL: A TRANSFOBIA PERDEU!
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“Simples de entender,mas nem sempre o simples carrega verdades, porque ele pode servir para enganar!”.
Breve lembrança dos Lúcidos Democratas: Toda forma de LGBTQI+Fobia, é compulsão-defensiva-psíquica contra transtorno-sexual-inconsciente. Fascinação-homossexual nascida no conflito edipiano com a figura castradora do pai.
O Estádio Moringão fica na cidade de Londrina, ao norte do estado do Paraná. O prefeito é Tiago Amaral do PSD e tem estreita relação com a Câmara Municipal.
A Confederação Brasileira de Vôlei, responsável pela Copa Brasil de Vôlei e outros campeonatos, decidiu que as finais da Copa seriam em Londrina. Portanto, as partidas não tinham nenhuma relação com o estado do Paraná e nem com a cidade de Londrina.
As disputas das partidas seriam nos dias 27, as semifinais e a final no dia 28. Os times que disputariam seriam Flamengo e Osasco, e Minas e Praia Clube.
Resulta, resultado, como diz o pedagogo paulofreiriano, Abdiel Moreno:
Osasco 3, Flamengo 0. Minas 3, Praia Clube 1.
Decisão Final: Osasco 3, Minas 1.
Pois, então. Antes de todo esse espetáculo osasquiano da craquérrima, Tifanny e companheiras, o prefeito e a Câmara resolveram, com um requerimento, impedir que a craquérrima, Tiffany jogasse, porque ela se assume TRANS.
Uma clara demonstração que o filósofo, Nietzsche tem razão quando afirma que a ‘moralina’ é a exacerbação da moral dos ressentidos reativos.
O requerimento foi proposto, com caráter de urgência, pela vereadora bolçonarista, Jéssica Ramos Moreno (PP), conhecida superlativamente como Jessicão. Como ocorre em território bolçonarista, o placar foi de 12 votos contra Tiffany e 4 para os racionais.
Leia o que Jessicão alegou para impor o requerimento que defende lei municipal de 2024 castradora.
Proibir a “participação de atleta identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento em equipes e times esportivos e em competições, eventos e disputas de modalidades esportivas” na cidade.
Pergunta-se: Jessicão sabe o que é ‘contrariedade ‘ e ‘sexo biológico’? Ela já estudou o filósofo Hegel? Ela já estudou as partículas do movimento, repouso, velocidade, lentidão, fluxos mutantes e quantas desterritorializantes?
Diante da ditadura antidemocrática-sensual-esportiva, a Confederação Brasileira de Vôlei entrou com recurso no STF e, manas e manos, não deu outra: A ministra Cármen Lúcia, mandou ver e afirmou que a lei municipal não tem poderes contra a lei Constitucional.
“Mostra-se fora de dúvida razoável que há possibilidade de se interpretar e fazer incidir o conteúdo da Lei Municipal n. 13.770/2024, o geraria grande perplexidade e insegurança jurídica e social, por materializar um retrocesso nas políticas de inclusão social, de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana, desenhadas no Brasil nas últimas décadas e reiteradamente validadas em decisões vinculantes emanadas deste Supremo Tribunal”.
UM SABER SOBRE TIFFANY
No Vôlei Feminino, Tiffany é grandemente conhecida nacional e internacionalmente. Tem vários títulos conquistados com suas companheiras. Mas não fica só no vôlei sua importância. Tiffany tem uma consciência-social-política que dificilmente é encontrada em atletas de outros esportes, principalmente no futebol hominista. Território da inteligência esquecida!
Ela é claramente dotada de sensível lucidez que se observa em suas falas como pessoa engajada no que acredita ser imprescindível para o Bem Comum. Beleza que se expressa em sua forma de relação com as companheiras.
E mais, com requerimento ou sem requerimento, Tiffany conquistou, junto com as companheiras, o Penta da Copa Brasil de Vôlei. E com apoio em multidão da torcida de Londrina!
Como lembra a Socorrinho do Vôlei Cabocão: “Não esquecer que a vereadora do Partido dos Trabalhadores de Londrina, Paula Vicente vai entrar com uma ação para revogar a lei. Da nossa parte só merece aplausos! Se fosse o PT de Manaus a lei permaneceria”.