Fontes da Receita – e da UNAFISCO – entram em contato para alguns esclarecimentos.
Na reportagem “Como a Globo se aliou ao lavajatismo e ao bolsonarismo contra o STF”, mostrei relações da UNAFISCO com a Lava Jato e com Bolsonaro. As ilações sobre as ligações com a Lava Jato vieram da campanha do presidente da Unafisco – Kleber Cabral – a deputado estadual pelo Podemos, apoiada por Deltan Dallagnol. Com o Bolsonarismo, aos cartazes levantados em 2019, saudando a chegada de Jair Bolsonaro à presidência.
O que as fontes alegam é que, pelo menos em relação ao bolsonarismo, Kleber Cabral, e a Unasul, jamais se curvaram às pressões de Bolsonaro para derrubar o corregedor da Receita do Rio de Janeiro, para proteger seu filho Flávio Bolsonaro das investigações sobre a rachadinha e sobre enriquecimento ilícito.
Em 30.4.2020, Kleber Cabral publicou artigo na Folha denunciando a tentativa de Bolsonaro de substituir auditores fiscais na superintendência da Receita do Rio e o delegado de alfândega do Porto de Itaguaí. Segundo ele, “a troca não ocorreu, porque os auditores fiscais reagiram e ameaçaram com uma demissão coletiva, de cerca de 200 cargos de chefia”.
Na época, denunciamos que a intenção da família Bolsonaro era flexibilizar a fiscalização sobre o contrabando de armas.
No dia 11.12.2020, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional) se manifestou ante a denúncia de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teria possivelmente produzido relatórios para orientar o senador Flávio Bolsonaro e sua defesa no caso Fabrício Queiroz. O Sindifisco definiu o episódio como “inaceitável”.
No dia 26.10.2020, Kleber Cabral soltou uma nota incisiva condenando a tentativa de Flávio Bolsonaro, de criar a versão de que que funcionários da Corregedoria da Receita Federal do Rio estariam alimentando órgãos de controle com dados sigilosos de políticos.