EX-PRÍNCIPE ANDREW FOI PRESO NO REINO UNIDO ACUSADO DE LIGAÇÃO COM CRIMES SEXUAIS NOS CASOS EPSTEIN

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DESDOBRAMENTOS

O nome do aristocrata britânico aparece em documentos do caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA

O ex-príncipe da Inglaterra Andrew Mountbatten-Windsor | Crédito: Justin Tallis/AFP

O ex-príncipe da Inglaterra Andrew Mountbatten-Windsor foi preso nesta quinta-feira (19) por suposto envolvimento nos casos de crimes sexuais ligados a Jeffrey Epstein, segundo a BBC.

“Após uma avaliação minuciosa, agora abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta no exercício de cargo público. É importante que protejamos a integridade e a objetividade da nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar esta suposta infração”, afirmou o subchefe de polícia Oliver Wright. “Entendemos o significativo interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento apropriado.”

Andrew foi preso após a abertura de investigação que apura se ele enviou informações confidenciais a Jeffrey Epstein quando atuava como representante comercial do país. Andrew nega as acusações.

O ex-superintendente chefe da Polícia Metropolitana, Dal Babu, afirmou à BBC que a pressão vinha “crescendo e crescendo” nas últimas semanas. Ao prender Andrew, a polícia pode “acessar equipamentos de informática, arquivos, fotografias e qualquer outra prova”. Babu também declarou que os agentes “podem realizar buscas em qualquer imóvel que ele possua ou ocupe, ou em qualquer outro local sob seu controle, de modo que pode haver buscas em outras áreas também”.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a prisão de Andrew Mountbatten-Windsor também acontece poucos dias após o Palácio de Buckingham afirmar que daria apoio à polícia caso fosse procurado sobre as acusações contra ele. Segundo um porta-voz, o rei Charles III expressou “profunda preocupação” com a conduta atribuída ao irmão.

Andrew pode permanecer detido por até 96 horas e, se condenado por má conduta no exercício de cargo público, poderá receber pena de prisão perpétua.

Editado por: Geisa Marques

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