CHEGOU A HORA: EXTRADIÇÃO DE ZAMBELLI DEVE SER DECIDIDA HOJE, DIA 11
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Última cartada desesperada da ex-deputada criminosa, de alterar composição da corte que a julga, foi rejeitada pelo Judiciário italiano. Veja qual é o provável desfecho
Otempo de Carla Zambelli se esgotou e a ex-deputada criminosa condenada receberá a resposta final de seu processo de extradição para o Brasil provavelmente nesta quarta-feira (11). A extremista, que fugiu para a Itália no meio do ano passado na tentativa de sair impune das condenações que recebeu no Supremo Tribunal Federal, mas que acabou presa e recolhida a uma penitenciária feminina ao norte de Roma, tentou sua última e desesperada cartada para evitar o retorno a seu país para cumprir pena: colocar a corte que a julga sob suspeita e pedir uma nova composição para o júri que analisa seu caso. Não deu certo.
Ela foi condenada pelo STF a 10 anos e 6 meses de reclusão pela invasão dos sistemas informáticos do CNJ, onde atuou como mandante da inserção de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, e a outros 5 anos e 3 meses pela perseguição armada a um jornalista em São Paulo, crimes que fundamentam o atual pedido de extradição analisado pelas autoridades italianas.
Agora, diante da negativa da Quarta Seção da Corte de Apelação de Roma, que rejeitou a ideia de que seus magistrados não seriam imparciais, uma acusação fruto da petulância da defesa da criminosa, a expectativa é de que a sentença sobre sua extradição saia rapidamente, amanhã. A Fórum apurou que, tendo em vista as decisões que foram tomadas até agora, assim como as manifestações dos juízes nos autos, Zambelli deve ser mandada de volta ao Brasil para cumprir pena.
A defesa da extremista condenada, em tese, ainda poderia recorrer à instância máxima do Judiciário da Itália, a chamada Corte de Cassação (em italiano, Corte Suprema di Cassazione). No entanto, nesta Corte, o foco central é o controle da legalidade (legittimità) e não a reanálise direta dos fatos ou do mérito da defesa, como ocorre nas instâncias inferiores. Na prática, os magistrados da Corte Suprema de Cassação apenas avaliariam se todo o processo da ex-deputada radical correu de acordo com o ordenamento jurídico daquele país europeu.