28 DE JANEIRO: MOVIMENTOS CONVOCAM MOBILIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTRA O IMPERIALISMO DOS EUA DOS EUA

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NAS RUAS E NAS REDES

Coordenador da Alba Movimentos, Giovane del Prete, fala dos atos que vão acontecer por toda a América Latina

O presidente americano Donald Trump afirmou que o controle dos Estados Unidos sobre a Venezuela, após seu governo atacar o país e capturar o presidente Nicolás Maduro, pode durar anos.| Crédito: Nacho Lemus/Telesur

Movimentos populares, centrais sindicais, partidos políticos e outras organizações realizarão, no próximo dia 28 de janeiro, uma grande mobilização internacional contra o avanço das aspirações imperialistas do governo de Donald Trump. Os atos acontecerão nas ruas por toda a América Latina nos diversos territórios onde atuam essas organizações, e também nas redes sociais.

Veículos populares, como o Brasil de Fato, vão divulgar detalhes da programação à medida que cada evento for agendado nas diferentes partes do país e nos territórios das nações vizinhas. O coordenador operativo da secretaria continental da Alba Movimentos, Giovane del Prete, participou nesta terça-feira 13 do Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, para dar o pontapé inicial na convocação.

Del Prete relatou que o momento é de preocupação, especialmente com a situação da Venezuela, após o sequestro de Nicolás Maduro pelo regime trumpista. Entretanto, o ataque e as ameaças a outros países servem também para mobilizar a militância.

“Isso levanta o povo com o espírito nacionalista e de consciência. A gente está aproveitando isso, também, com nossa militância. E também extrapolar a militância organizada para chamar para o dia 28 de janeiro, que marca 12 anos da proclamação de América Latina e Caribe como zona de paz pela Celac [Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos]”, apontou.

Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump deixou clara sua política externa baseada em agressões. Desde o início do mandato, vários países foram alvo ao mesmo tempo da fúria do presidente dos EUA: seja com tarifas, sanções ou guerras. E, nas regiões onde a extrema direita governa, cresceu a presença militar dos Estados Unidos.

“Todos os países, de alguma maneira, tem um porquê de se mobilizar contra o Trump nessa conjuntura. Então buscamos fortalecer o movimento de solidariedade internacional. Agora estamos falando da Venezuela, mas amanhã pode ser Cuba, Colômbia, México ou mesmo o Brasil. Fortalecer esse movimento anti-imperialista no Brasil é fortalecer nossa disputa nas eleições deste ano”, destacou del Prete.

Os movimentos contam com a mídia popular e também com a mobilização dos movimentos e da militância para dar visibilidade às ações de combate aos ataques trumpistas.

“Claro que a gente não tem essas agências de notícias internacionais conosco. A gente não espera e nem quer. Mas a gente vem buscando nossos próprios espaços de articulação para, sobretudo visibilizar nossas lutas. Isso é importante, alimenta a militância, completou.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Luís Indriunas

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