AS PREVISÕES DE MÃE IARANÃ PARA O ANO DE 2026
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG-BLOG ESQUIZOFIA
01 de janeiro de 2026.
Foto Afinsophia, criada por Maurício Colares.
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG-BLOG ESQUIZOFIA
O ENCONTRO
Durante alguns anos, a Associação Filosofia Itinerante (AFIN), uma ONG realmente sem qualquer fim lucrativo, através de seus membros responsáveis pelo site Afinsophia.org e o Blog Esquizofia, vetores filosófico, político, histórico, econômico, sociológico, esquizoanalítico, antropológico, religioso, estético, ético, da mesma AFIN, no fim de dezembro, entrevista uma Mãe de Santo ou Pai de Santo, para ouvir suas previsões para o ano entrante e publicá-las aos acessantes que se encontram em composição com esses saberes e dizeres movimentados pelo site e o blog.
Sempre os dois vetores procuram mães e pais que aqui em Manaus tem, além do engajamento com as religiões afro, também se movimentam em práxis e poieses políticas-sociais junto com as comunidades oprimidas pelo sistema capitalista-capitalístico cujo objetivo maior, além do lucro, seu amor, manter as populações como propagadoras, alimentadoras e defensoras das ilusões-supersticiosas-mercadorias vendidas como liberdade-prazer-divinal.
Nesse ano, fomos compor nossas alegrias afetivas-cognitivas, na Casa da Mãe Iaranã, verdadeira Casa, manas e manos. Logo, para causar inveja nos despeitados, inimigos da Potência-Afrosófico, Devir-Mutante da Mãe-Natureza, a Casa encontra-se, para quem sai de Manaus, na floresta, no lado esquerdo confronte ao Encontro das águas. É mole – a água é mole? – ou quer mais? Literalmente, o Bicho! Movimento-Contínuo dos Fluxos-Naturais, provocantes do Novo. Verdadeira Loucura Caosmótica!
Como é impossível falar sobre qualquer pessoa, imaginem a impossibilidade de falar sobre Mãe Iaranã. Diante da impossibilidade contemos sobre a Casa. A Casa, como Moradia, Habitat, para os gregos, é Oikia, onde todos os entes e seres se compõem alternadamente em contínua movimentação.
Um território Físico-Ontológico, arquitetura de madeira com uma grande sala ao meio, circundada de varandas com algumas redes armadas. Belo aconchego onde logo nos aconchegamos diante de Mãe Iaranã, aconchegada em uma belíssima rede criada pelas mãos e a inteligência transcendente de duas senhoras da tribo que restou depois de vários massacres.
A Casa fica em terras da comunidade conhecida como Yaui, dos povos sui generis sobrecodificados com a enunciação colonizadora de índio. Violência-Cultural-Semiótica-Geográfica-Geométrica-Psicológica-Estética-Ética até hoje conservada pelos brasileiros e, inclusive, os alcunhados índios. Quando se sabe que índio não existe nem na Índia. Embora não cultuem a propriedade privada, a Casa é deste Povo amigo de Mãe Iaranã que realiza vários trabalhos políticos-sociais-artísticos, junto com ele.
A entrevista começou literalmente no embalo: cada um em uma rede ao som de uma belíssima música de flauta feita com taboca e tocada pelos sui generis, mas, é lógico, e, muitas doses de licores preparados com frutas do território pela comunidade.
A ENTREVISTA
MÃE IARANÃ (Contentíssima, spinozamente alegre e falante) – Olá, companheiras e companheiros, sinto-me prazerosíssima sentindo vocês. Já havia ouvido e lido sobre os trabalhos da AFIn nas comunidades de Manaus, principalmente com criança e adolescentes, então, quando a Mãe Marilda me falou que vocês queriam me encontrar fui ao delírio! Dei saltos para além de canguru. Verdade! Eu ainda dou meus pulinhos e pulões. Agora, estamos aqui, prontos para o que deu e o que há de ser criado! Mas quero contar que eu já tinha visto vocês na Casa da Mãe Emília quando vocês foram entrevistá-la depois de uma festa. Eu até conversei com um de vocês, um rapaz que fazia a documentação fotográfica da festa. Era um rapaz muito educado. Era cabeludo, branco, bom papo. Por que ele não veio?
AFINSOPHIA.ORG-BOLG ESQUIZOFIA (Encharcados pelas águas dos Rios Negro e Solimões de alegrias) – Que é isso, Mãe Iaranã! Nós que nos sentimos afetados de torrencial alegria diante de sua grandeza-existencial. Nós lhe escolhemos, pelo que sabemos da senhora: é só elevação Humana. Tudo que falta na sociedade-capitalista (Um senhor serve umas doses acompanhas de bolinhos de macaxeira recheados com mangarataia). Vamos tomar logo umas lapadas e começar. O rapaz é o Maurício responsável velo vetor-fotográfico da Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Macumba, trabalho Afrosófico e que se encontra na memória-virtual do Afinsophia e do Esquizo. Ele não veio porque ele tem uma filha e ficou tomando conta dela. Pois então, Mãe Iaranã, o que esperar do Brasil 2026?
MI (Gargalhando) – Infelizmente eu prevejo um Brasil 2026, péssimo!
AE(Preocupados) – Péssimo!?
MI (Ainda gargalhando) – Sim! Péssimo!
AE (Mais preocupados) – Como, péssimo!? O Brasil está crescendo de braçada! Todos os setores de todas as instituições e a sociedade civil em geral têm sentido os bons efeitos. Ontem, o Ministério do Trabalho divulgou que aumentou o número de emprego, uma subida nunca ocorrida depois de 2012.
MI (Sorrindo) – Mas é isso que estou prevendo para 2026!
AE (Inculcados) – Não estamos entendendo!
MI (Rindo) – Esse é o problema. Vocês esperavam a priori, uma resposta positiva, mas eu usei o conceito negativo: péssimo.
AE Mas, péssimo é péssimo.
MI – Depende da perspectiva, poderia afirmar o filósofo, Nietzsche.
AE – Verdade. A senhora sabe filosofia e conhece o filósofo Nietzsche, claro. Mas, na bucha da filosofia real…
MI (Cortando) – Só existe filosofia real. O resto é superstição, filosofrastração.
AE – Então na filosofia real, quer dizer, na perspectiva-filosófica, o ano de 2026, para o Brasil vai ser péssimo?
MI – Eu afirmei que 2026, para o Brasil, vai ser péssimo. E continuo prevendo. Vai ser péssimo para o Brasil dos bolçonaristas, sem eufemismo, nazifascistas. Não para o Brasil Democracia.
AE (Saltando das redes, pulando, abraçados e metendo mais umas doses de licores) – Mãe Iaranã, a senhora quase nos mata! Isso não se faz nem o Trump. Se fosse verdade, nós estaríamos pebados. 2026 é ano de eleição para presidente, péssimo significaria que o companheiro Lula não ia conseguir o tetra da Democracia.
MI (Dando uma tragada em um charuto feito por uma senhora ao lado dela) – Que papo é esse! O Sapo Barbudo é imbatível! Não adianta o crime organizado, muito bem organizado pelo capitalismo nacional e internacional, querer derrotá-lo. O metalúrgico não está só. Ele é a clara afirmação do Devir-Político como materialização social. Tudo se encontra muito bem visível. Só um exemplo: nunca a afrosofia teve um momento de atuação tão marcante das religiões-afro passando pelas artes e, claramente, o samba. Embora ainda exista violência contra os terreiros, seus praticantes, quilombolas, os nomes de nossas entidades, Orixás, Ogum, Olorum, Ogum Exu, Oxóssi, Xangô, e outros, hoje são pronunciados com menos temor. É a Natureza.
E essa entrevista que vocês estão realizando encontra-se no processual das transformações do Brasil. Mas, não é porque é comigo. É porque é um corpo que vai se encadear com outros corpos em movimento, outra Subjetividade-Democrática. Vocês sabem, a Democracia não é um objeto que se encontra ali fora acabada. Ela é uma contínua condensação de Devires produtores de Novos Territórios Existenciais.
AE (Gargalhando) – Mesmo assim, obrigado pelo que nos toca. Nós sabemos dançar (Gargalhadas). Mas os otários vão continuar tramando?
MI – Sim. Isso faz parte dos egos-impotentes, frágeis e infelizes. Eles procuram compensações ilusórias agredindo. Vocês não percebem que eles são os modelos da brutitude e ignorância?
AE – E o Congresso Nacional? Vai sofrer mudança?
MI – Isso é um caso patológico, mas vai sofrer pequena alteração: alguns deputados e senadores democratas vão ser eleitos. Um número mínimo, mas vai melhorar para o governo Lula. Vai ser um pouquinho mais fácil de aprovar projetos do governo.
AE – E as acusações que a mídia de mercado, reflexo do capitalismo norte-americano, contra o ministro Moraes, vão prosperar. O STF vai ser atingido?
MI(Sorrindo) – Que nada! Isso é uma trama bumerangue: vai se voltar contra os falsários dessas mídias e outros empresários que querem se livrar da justiça. Querem ficar na boa sem qualquer preocupação com seus lances ambiciosos.
AE – E sobre caso das emendas bilionárias dos deputados das direitas, o ministro Dino vai conseguir punir o roubo ou vai ser derrotado pelas forças fascistas?
MI (Sorrindo) – O Dino é carne de tetéu! Quando ele entra numa luta ele vai até a vitória da Democracia. E além do mais, ele é do Maranhão. Terra do Bumba Meu Boi. Onde o Boi Urra de verdade. Ele aprendeu muito com o Boi que trata da colonização e a do chamado modernismo. O Bumba Meu Boi, é uma heterogeneidade de saberes e dizeres. Infelizmente o Boi Bumba não conseguiu manter esses corpus-revolucionários. No início sim, mas depois foi capturado pela indústria deletéria da sociedade de consumo impulsionada pelos governos do Amazonas.
AE – Falando em Boi, quem vai ser o campeão do ano de 2026? Caprichoso ou Garantido?
MI – Não me metam nessa. Eu não faço previsão do que não tem sentido popular. Disputas prestigiosas e calculistas mercadológicas, com jurados que não se sabe amigos e amigas de quem. Festa Povão não é para ser julgada. É para o Povão brincar, se divertir sem preocupação com concorrência que só alimenta a ambição dos que comando o dito espetáculo. Festa popular é play is play: ludus. Jogo da alegria livre do Povão.
AE – Esqueça a mancada. Então, quer dizer que as direitas vão levar aquela sova-eleitoral que nunca mais vão esquecer.
MI – Já faz tempo que elas não esquecem de tantas sovas.
AE – Mas, dizem que, tem muita nostalgia-psicopatológica, que o bolçonarismo ainda tá vivo. Ele é preocupação?
MI – O bolçonarismo nunca existiu. O que existiu e existe, infelizmente para a Democracia, são pessoas infelizes, tristes, dominadas pelo medo e o sentimento de culpa, vingança que se identificam com esses tipos como ele. É uma dupla ilusão: ser protegida e ficar bem financeiramente.
AE – Uma pergunta que não deveríamos fazer, mas em função do que vem ocorrendo e a forma como vem sendo explorada, vamos perguntar. O Bolçonaro, pode morrer este ano?
MI (Compenetrada) – Companheiras e companheiros, nós da afrosofia, não trabalhamos com esse tema morte. Nós da umbanda, quimbanda, macumba, candomblé, e outras manifestações afros, não tratamos de morte. Só da Vida. Lembram o que afirma o filósofo, Spinoza: “O homem livre em nada pensa menos que na morte; sua sabedoria não é uma meditação da morte, mas da vida”. Lembram? Mas, o Bolçonaro, os brasileiros, e alguns estrangeiros, sabem que ele expressa a dor. Ele já mostrou inúmeras vezes. Debochou dos mortos pela Covid, ameaçou deputada, jornalistas, é favorável a tortura, a ditadura, tentou um golpe contra o Estado Democrático de Direito, disse que foi preparado para matar, mente muito, odeia, é invejoso e outras expressões de dor. Uma espécie de culto à Tânatos e não e não Eros. Neste quadro triste, doloroso, seria desnecessário comentar sobre sua morte.
AE – Tem razão. E sobre a misoginia, feminicídio, homofobia, racismo, quais as previsões? Vai aumentar ou diminuir?
MI Com ternura) – Vamos por parte. Vão diminuir as forças reativas dessas aberrações. Aberrações no sentido dos sujeitos-sujeitados que perambulam fora dos territórios existenciais democráticos carregados por suas pulsões de morte. Vai diminuir, não por força jurídica, leis de proteção da liberdade e direitos das pessoas. Mas, pela Potências dos Movimentos. Não o ilusório movimento que faz reuniões, vai para às ruas com as mesmas semióticas patriarcais-hoministas hebraica, romana, paulínea, familialista-burguês, mas com outras Semióticas-Enunciações-Coletivas: Mulher-Devir, Sexualidade-Devir, Preto-Devir.
Para escapar da Subjetividade Hominista que obstrui o Desejo. Não adianta mulheres serem contra a misoginia, o feminicídio se não tentarem escapar da força reativa do hominismo. Tem mulheres que se tomam como feministas, mas se relacionam com os companheiros, colegas, irmãos, filhos, filhas, religiões sadicamente no modelo hominista.
Os movimentos que poderão mudar esse estado criminoso, tem que trabalhar com os fluxos-mutantes e os quantas-desterritorializantes que são criadores de Novos Territórios Existenciais. Com novos Agenciamentos Coletivos de Enunciações. Libertar o Desejo presos pelo sistema dominante. Vale para os homossexuais. Saber que os homofóbicos, na verdade, têm fascinação pelo homossexual. Uma especie de regressão quando ele queria o pai ou a mãe no caso as mulheres. Foi o homossexualismo infantil: a idealização com o ego do pai. A lei. A previsão é que vai diminuir, porque as mulheres e os homossexuais engajados vão produzir Reais Movimentos. Na verdade, o homofóbico tem inveja do homossexual. Gostaria de assumir seu homossexualismo, mas procura outras sublimações. Mas sofre!
O mesmo ocorre em relação ao preto. O branquelo tem inveja do preto, porque ele, o preto, iniciou, com sua Potência-Vida, a especie Humana. O preto é a maior e mais inquietante ferida-narcísica do branquelo. Até branquelo-preto, já que existem pretos que são contra sua própria etnia e cor. Mas, vai mudar. Prevejo 2026 mais liberdade para essas companheiras e companheiros. Tamos juntos!
AE – Esperamos com muita alegria. A senhora gosta de futebol?
MI(sorrindo e baforando) – Gosto de jogar. Jogo na defesa, mas ataco também. Vocês viram, aí atrás tem campinho. Todo domingo tem um racha. Dizem que eu sou zagueira estrompeira. Eu também gosto de assistir futebol, mas feminino. Totalmente diferente dos pernas de pau. A anatomia, a musculatura, o movimento, as faculdades sensitiva, cognitiva, o sistema nervoso central, tudo diferente dos pernas: os embrutecidos. Tocam e carregam a pelota muito diferente, embora tenham algumas que querem imitar os pernas. Até na comemoração de um gol. Como alguns pernas gritam, depois de um gol, Carvalho! Carvalho! Essas fazem o mesmo. Assim, não é futebol feminino. Sem falar nas peitadas que elas se dão na hora do gol, o mesmo dos pernas. Aliás, essas comemorações fálicas-castradoras, também são repetidas em algumas jogadoras do vôlei. Que também gosto e assisto. Mas só das deusas.
AE – Bem. Esse ano é ano de Copa do Mundo, a pergunta é a óbvia pergunta: A Seleção Brasileira vai ser Hexa?
MI (Gargalhando) – Nem pensar. A seleção só tem perna de pau que só pensa em grana. Nada de futebol. Não existe mais a chamada consideração futebolisticamente respeitosa, Pátria de Chuteiras. Até as chuteiras não servem para auxiliar os pernas. E além do mais, uma seleção que tem um técnico estrangeiro, não é Seleção Nacional. Sabem quem se encontra perigando ser Hexa?
AE – Não! Quem!?
MI – O Lula!
AE (Gargalhada geral) – Quer dizer que a Globo já dançou?
MI – Sim. Mas tem muito otário que acredita. Quer dizer, precisa acreditar para exercitar a histeria. Simuladamente, neurose de conversão.
AE – E o Remo?
MI – Que remo?
AE – O time paraense que subiu para série A do Brasileirão. Ele vai conseguir um bom desempenho?
MI – Pelo nome vai. O remo é fundamental. Ele conhece a água, o rio, remar é uma arte-política-desbravadora. Vejam quantos remos têm aqui nessa casa. Aqui até criancinha sabe remar. O Clube do Remo, eu conheço bem. É um time de luta, mas o futebol tem muita pilantragem. Da FIFA, passando pela CBF e Federações. Aí, o Remo vai sentir. A única previsão que eu posso fazer é que a pilantragem futebolística vai continuar. Inclusive com o afinco da mídia de mercado que explora muito bem esse filão.
AE – E sobre a política no Amazonas?
MI – E tem?
AE (Gargalhada entremeada de doses) – Vamos fazer de conta que tem. Quem vai ganhar para o governo? A direita ou a esquerda?
MI – E tem esquerda no Amazonas para disputar um governo de estado? Vai ser o mesmo atavismo: a direita vai levar, infelizmente. E tem mais, com a solidariedade de muitos que se queixam de esquerdistas. Além dos que já se encontram nos dois governos, estadual e prefeitural.
AE – E para deputado e senador, pode-se esperar há previsão de alguma mudança?
MI – De modo geral não. O eleitor do Amazonas é claramente reacionário. Salvo alguns que ainda tem tendências democráticas. Mas eu tenho três possíveis previsões. Duas para o cargo de deputado estadual e uma para o Senado. Uma, é quase certo que um deputado atual, não vai se reeleger.
AE – Da esquerda? Do PT?
MI – O PT de Manaus não é esquerda. É tudo, menos esquerda. Mas vamos levar em conta que é. Esse deputado já em uma eleição passada, quase que não é eleito. Se não fosse ajuda de outro deputado, ele teria ficado olhando as belas estrelas. Pelas minhas previsões, agora com estrelas ou sem estrelas, adeus mamata.
AE – E a outra quase previsão?
MI – É um candidato que dependendo de sua posição mais realista e dialética no próprio partido pode ameaçar ser eleito.
AE – Da para fazer uma breve caricatura dos dois?
MI – É quase previsão. Não é certo. Certo mesmo é o Lulão!
AE – E para o Senado?
MI – É um senador que tem uma carreira comprometidamente reacionária, mas faz pose de ‘eu sou o bom’. Não vai ser reeleito.
AE – Mas, reacionários todos são. Um menos outro mais. Tudo a mesma sopa, como diz o jornalista-filósofo, Mino Carta sobre esses tipos que entulham o Brasil.
MI – Sim, mas este dar mais bandeira e faz questão de ser bandeiroso.
AE – Bem, Mãe Iaranã, vamos parar o revolucionário papo, porque a noite já chegou e temos que pegar o barco, porque ainda vamos transcrever para publicar amanhã pela madrugada, já no 2026, no Afinsophia e no Blog. Foi tudo sublime. Aliás, conversar com a senhora é verdadeiro papo maternal de Grandeza Ontológica.
MI (levantando da rede) – Pera aí. Devagar com o andor que o santo é Nagô. A noite é uma criança e como criança deve ser tratada. O que significa: festejada. Eu tô sabendo que vocês têm um grupo de teatro, trabalham com formação de atrizes e atores, além de encenadores. Diante dessa realidade-dionisíaca, eu, juntamente com a comunidade Yaui, queremos que vocês passem a noite aqui, porque preparamos uma festa para vocês. E o grande momento é apresentação da peça teatral, O Galho Que Só O Macaco Guariba Sabe Quebrar, escrita, interpretada e encenada pelas e pelos adolescentes do Grupo de Teatro Farinha Baguda, da comunidade.
AE (Todos pulando das redes) – Puxa vida, Mãe Iaranã! Este é um convite verdadeiramente de Mãe! Não há como não aceitar participar desta festa de Dionísio! Tamos nessa! A gente parte ao raiar do Sublime Sol!
Manaus,1 de janeiro de 2026!