O JOVEM GERSON MACHADO E A LEOA, CONFIRMA COMO O ESTADO, COM SEUS SERVIÇAIS PSIQUIATRAS, NÃO SABE O QUE É SAÚDE MENTAL. VERÔNICA OLIVEIRA, CONSELHEIRA TUTELAR MOSTRA

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PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

O psiquiatra italiano Franco Basaglia, na década de 60 iniciou um Movimento de Despsiquiatrização dos manicômios, porque ele sabia que a enfermidade mental tem como seu maior inimigo o Estado com seu serviçais psiquiatras, enfermeiros e diretores dos hospitais.

 

A luta anti-manicomial se propagou pelo mundo, mais os serviçais psiquiatras continuaram, e continuam, em sua função opressora: discriminar os enfermos e aplicar os mesmos métodos nazistas que eles chamam de tratamento psicoterapêutico. E o pior, muitas vezes auxiliados pelas famílias.

 

A antipsiquiatria, iniciada pelos psiquiatras David Cooper e Ronald Laing, também procurou mudar o paradigma desumano chamado de tratamento da doença mental. O filósofo francês, Foulcaut e os filósofos Deleuze e Félix Guattari, que também é psiquiatra, entraram no movimento para mudar a violência contra o ser humano que é o paciente.

 

No Brasil, o movimento anti-manicomial também prosperou, mas ainda tem sofrido forte resistência por parte do Estado, como também de parte da população que é discriminadora, embora também apresente disfunções mentais, basta observar em quem ela vota e seu grau de delírio religioso.

 

Gerson Machado, era um jovem de 19, mais desde os 10 anos já apresentava enunciações mentais que era discriminada pela moral  social que se toma como especialista da saúde mental. Assim, ainda criança já começou a ser discriminado. Era o diferente que deveria ser evitado. O enlouquecedor método de eliminação do Outro que o sistema capitalista propaga como verdade inquestionável quando não lhe serve para lucrar.

 

Gerson foi ao encontro da Leoa, porque ela tinha uma afetiva representação para ele. Nada de maldade. Ou perigo. Os psiquiatras serviçais do Estado não entendem nada quando o Devir se mostra como mudança do que já está cristalizadamente posto como a estrutura da sociedade muito bem sedimentada. Só ela pode saber o que é normal. Ela não sabe que a normalidade é seu próprio sintoma de anormalidade. Por isso ela não pôde entender Gerson, o Vaqueirinho.

 

Mas, fiquem com a exposição esquizoanalítica da conselheira tutelar, Verônica Oliveira que conhecia o Vaqueirinho desde os dez anos mostrando, que conhece muito mais de saúde mental do que os psiquiatras-torturadores serviçais que só sabem impor os psicotrópicos e aplicar choque elétrico e apertar a camisa de força.

 

 

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