AOS EDUCADORES DE MANAUS, UMA SUAVE NOTA DE GONZAGUINHA: “EU PONHO FÉ É NA FÉ DA MOÇADA, QUE NÃO TÁ NA SAUDADE E CONSTRÓI A MANHÃ DESEJADA”

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PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

Simplesmente, porque o simples é simplesmente singelo em seu compromisso digno revolucionariamente!

 

Nada de consolo! O consolo é para os que se arrastam perambulando e entulhando o mundo com suas tristezas, ambições e medos.

 

Consolo é racionalização usada pelos frustrados.

 

Os Vivos não recorrem ao consolo e nem a racionalização.

 

Vivos são os Educadores de Manaus!

 

Gonzaguinha já havia afirmado a deslumbrante singeleza dessa Moçada Educadora de Manaus em sua revolucionária canção: “E Vamos À Luta!”.

 

A aprovação do PL da Morte, pelo “terrivelmente evangélico” e sua claque, foi só a confirmação do fracasso no triunfo. Uma praga lançada em 2019 por Bolçonaro com sua irracional reforma da previdência e que agora, como exímio bolçonarista, o ‘Deividi’, cumpre contra os Profissionais Educadores e funcionários em geral.

 

Não havia como não ser sancionada: tratava-se de consumar a compulsão-obsessiva de uma ordem antidemocrática. 

 

O “terrivelmente”, usou como argumento, para defender o PL da Morte, a enunciação tanática de seu mito. Afirmou que Manaus era o único lugar do Brasil que não havia ainda adotado a tal reforma previdenciária, e, que, se não houvesse o PL da Morte não haveria verba para pagar os funcionários, os previdenciários.

 

Então, fica confirmado: para governar não precisa conhecimento de política econômica. Basta usar a lógica elementar do capitalismo: não tem dinheiro, tira da população trabalhadora. O trabalhador, de todas as formas, é uma fábrica de produzir dinheiro para as classes dominantes: empresários e governantes ineptos.

 

Se essa gente não sofresse da enfermidade “superestimação psicológica de si mesmo” que faz com ela acredite, fantasisticamente, que é muito importante, um deslumbramento narcísico muito bem impulsionado pela magia egoica, se perguntaria:

Não seria mais digno um prefeito, ao saber que o município não tem verba para cumprir sua obrigações econômicas com a população, o que deveria saber antes de concretizar sua candidatar, renunciar? Provocar uma nova eleição, e, quem sabe, ser eleita uma prefeita politica e economicamente inteligente?

 

Claro que é só uma tiração de sarro. Quando que alguém que se toma amado por deus e pelo povo vai abdicar da alimentação de sua insegurança em forma de vaidade narcísica? Não precisam responder!

 

A Existência muita vezes gosta de tirar sarro das pessoas dignas e comprometidas. Muitas vezes ela coloca, para essas pessoas, como adversários, sujeitos-sujeitados que não têm qualquer partícula afetiva-cognitiva-ética para participar de um processo dialético com essas pessoas. 

 

Foi o que aconteceu nesse caso do PL da Morte: Os Educadores, com seu Sindicato ASPROM, estão em uma posição de tamanha Grandeza Ontológica em relação ao prefeito e sua claque 28, que seria impossível haver qualquer diálogo com essa gente. Porque ela sofre de três transtornos existenciais que impedem a simpatia e empatia com o Outro como Devir-Democracia:

– Autismo-Político-Social: só fala consigo mesmo e com os seus (pode ser sua claque 28).

– Abasia-Política-Social: incapacidade de andar para construir mudanças. 

– Escotomização-Política-Social: incapacidade de ver para discernir o Real.

 

Este Ego-Governoso já mostrava a priori que o triunfo no fracasso iria se concretizar. Como se diz na linguagem do dominó: era pedra cantada-contada. A velha e tradicional recorrência apolítica. O talento de todos prefeitos que já perambularam por essas plagas manauara.

 

É um quadro que remete ao ter que conhecer com quem vai se envolver para não haver surpresa.

 

Um pouco de psicanálise ou psiquiatria ou, melhor, esquizoanálise dos filósofos, Deleuze e Guattari, não faz mal a ninguém. Ou, então, ouvir Nietzsche, quando ele diz que para conhecer alguém basta observar seu modo de ser que se percebe logo os valores que esse alguém defende e pratica. 

 

Então, convida a professora, Doró do Gogó: “Vamos, moçada! Me acompanhe nessa Gonzaguinhiada:

“Eu vou à luta com essa juventude

Que não corre da raia a troco de nada

Eu vou no bloco dessa mocidade
Que não tá na saudade e constrói a manhã desejada.

Aquele que sabe que é mesmo o couro da gente
Que segura a batida da vida o ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro

E apesar dos pesares, ainda se orgulha de ser brasileiro”. 

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