FLOTILHA INDÍGENA DESEMBARCA EM BELÉM COM MENSAGEM PARA A COP30: “É A TERRA QUE NOS SALVA”

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PELA NATUREZA

Ao longo do percurso, grupo registrou e recolheu denùncias de violência contra os territórios tradicionais

A embarcação, com mais de 60 lideranças indígenas e ativistas ambientais a bordo, navegou durante aproximadamente 1 mês pelos rios amazônicos. O grupo saiu da cidade de Coca, no Equador, e passou pela Colômbia até chegar ao Brasil. A iniciativa foi idealizada por uma ampla coalizão de organizações indígenas, entre elas a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

Ao longo do percurso, a Yaku Mama recrutou novos membros e ouvindo depoimentos das comunidades indígenas. Entre os desafios identificados, o grupo listou problemas de acesso à água, mineração, exploração de petróleo e violência contra a população.

“Para nós, a COP é território. Para nós, a COP foi essa viagem: percorrer, aprender, ressignificar e amplificar as lutas dos diferentes povos indígenas que habitam o rio Amazonas.”, afirmou Lucia Ixchíu, liderança indigena K’iché, da Guatemala, e integrante da flotilha.

Em coletiva de imprensa neste domingo, o grupo recebeu jornalistas e visitantes para contar detalhes da viagem e destacar o propósito político. “Para nós, a expectativa era construir e conhecer os territórios que representam alternativas vivas à destruição climática — e acredito que isso é o mais importante.”, apontou Lucia Ixchiu.

Levi Tapuia, comunicador indígena e integrante da flotilha, destacou a inédita participação dos povos indígenas na COP30. Ele considera que esta edição ampliou os espaços e abriu mais vagas em ambiente de negociações para os povos tradicionais.

“Quando falamos em romper fronteiras, é também nesse sentido: estamos ultrapassando as divisões impostas para levar à COP a mensagem de que nós, povos indígenas, estamos unificados e unidos na defesa do nosso planeta, o único planeta que temos. Como sempre dizemos aqui no Brasil: a resposta somos nós.”

Editado por: Nathallia Fonseca

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