MUTIRÃO DE PARTICIPAÇÃO NO PLEBISCITO POPULAR COMEÇA NESTA SEGUNDA-FEIRA EM TODO BRASIL
Nova fase da mobilização busca pressionar a Câmara pela votação da isenção do IR para salários de até R$ 5 mil
Igor Felippe Santos, membro da Comissão Executiva do Plebiscito Popular, a ideia é retomar a mobilização que garantiu a aprovação do projeto na Comissão Especial. “Vamos intensificar as ações de coleta de votos do plebiscito para retomar a ofensiva”, afirmou.
“Não podemos deixar a extrema direita impor a agenda do Congresso Nacional. O plenário da Câmara precisa votar com urgência o projeto de tributação dos super-ricos com isenção do imposto de renda. É preciso acabar com os privilégios dos 141 mil brasileiros mais ricos que não pagam impostos”, destaca Igor.
O fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho estão propostos em projetos de lei apresentados pelas deputadas federais Erika Hilton (Psol), Daiana dos Santos (PCdoB) e Reginaldo Lopes (PT), além do senador Paulo Paim (PT). Já a proposta de taxação dos super-ricos, que faz parte da reforma da renda apresentada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados.
O mutirão do plebiscito popular vai até o próximo domingo (17). A campanha também reivindica a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, assegurando o direito ao descanso semanal para milhões de trabalhadores e trabalhadoras no país.
A votação do plebiscito popular foi iniciada em julho e já soma mais de 500 mil votos. As urnas estão espalhadas por todo o país, organizadas por voluntários. Sindicatos, partidos, associações de moradores, organizações populares são alguns dos locais que recebem urnas. A Jornada de Agroecologia, realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Paraná, também tem pontos de votação. Ainda é possível votar online, pelo site do plebiscito popular.
O resultado final será entregue a Lula, aos presidentes da Câmara, deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
A campanha é construída por dezenas de organizações populares, sindicais, religiosas, estudantis e políticas, como as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo; os partidos PT, Psol, PCdoB, UP, PCB; movimentos populares como MST, Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Central de Movimentos Populares (CMP), Marcha Mundial das Mulheres, Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conem), Movimento Negro Unificado (MNU), centrais sindicais, União Nacional dos Estudantes (UNE), entre outros.