COM IRONIA, MORAES SE DIZ ‘MAGOADO’ E REAGE A ATAQUES DE SUSPEIÇÃO NO JULGAMENTO DO NÚCLEO 4

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“Fico extremamente magoado, porque quando surge, por exemplo, o nome do ministro Fux, ninguém pede a suspeição dele”, compara Moraes em sessão

Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos ligados à tentativa frustrada de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, desabafou nesta terça-feira (6) durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF). Em tom irônico, ele disse estar “magoado” com a enxurrada de pedidos de suspeição apresentados por advogados de defesa.

“Fiquei até magoado com tantos pedidos de suspeição”, disse Moraes, dirigindo-se ao colega Luiz Fux, e classificando os pedidos como manobras protelatórias e parte de uma “estratégia coordenada” para sabotar o andamento dos processos.

“Vossa Excelência sabe que eu fico extremamente magoado, porque quando surge, por exemplo, o nome do ministro Fux, ninguém pede a suspeição dele. Quando surge o meu nome, são 868 pedidos de suspeição. Então, na verdade, é suspeito quem está pedindo uma suspeição. Impressionante.”

Réus por unanimidade

O STF julgou nesta terça-feira (6) a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra integrantes do chamado “núcleo 4” da tentativa de golpe. Por unanimidade, a 1ª Turma da Corte aceitou a acusação e tornou réus os sete envolvidos na trama golpista.

Durante a sessão, marcada por sucessivas alegações de suspeição contra o relator por parte das defesas, o ministro Luiz Fux tentou amenizar o clima com elogios a Moraes, mas sinalizou possíveis divergências ao defender, em certos casos, a substituição das prisões preventivas por medidas cautelares — o que pode indicar uma postura mais branda em relação aos réus do núcleo político.

Enquanto o STF avança no julgamento da tentativa de ruptura institucional, Moraes continua no centro da ofensiva. “Magoado” ou não, o ministro deixa claro que, neste capítulo da história, o Supremo não aceitará ser colocado no banco dos réus.

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