PESQUISADORES DA FIOCRUZ DESCOBREM ALTERNATIVA PARA O TRATAMENTO DE LEUCEMIA

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Descoberta, já patenteada em outros países, torna o tratamento de câncer mais comum na infância mais eficiente e menos tóxico.

Crédito: Divulgação

O trabalho já rendeu patentes na China e nos Estados Unidos em 2024. No Canadá, Índia e União Europeia, as patentes estão em processo de análise. 

Utilizada em tratamentos de LLA desde 1970, a asparaginase é extraída de uma bactéria. Ainda que seja eficaz, causa forte reação imunológica no organismo, assim como efeitos colaterais. 

No entanto, a solução do ICC, que pertence à Fiocruz Paraná, propõe que o tratamento seja feito a partir de uma versão modificada da asparaginase humana. 

O projeto teve início em 2013, quando o Brasil foi obrigado a encontrar alternativas tendo em vista um risco de abastecimento do medicamento importado. 

Pesquisadores então constataram que a asparaginase humana, quando produzida em laboratório, inicialmente não apresentava atividade suficiente para degradar a asparagina, aminoácido essencial para a proliferação das células cancerígenas.

Por enquanto, a asparaginase utilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) é importada, porém a descoberta viabiliza a produção nacional. Além de reduzir a dependência de importações, o país ainda conseguiria reduzir os custos do tratamento e ampliá-lo para atender mais crianças e adultos.

 “Nossa enzima pode ser uma alternativa terapêutica de primeira linha para adultos, que têm resposta imune mais forte à asparaginase bacteriana. O impacto pode ser ainda maior do que prevíamos”, conclui Tatiana.

*Com informações da Agência Fiocruz.

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