AGÊNCIAS HUMANITÁRIAS DESTACAM IMPACTO DA FOME EM GAZA
Relatórios apontam mortes e danos duradouros no desenvolvimento das crianças, independentemente de atrasos em anúncios
Ao mesmo tempo, duas instituições ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU) alertaram que mais de 1 milhão de pessoas “enfrentem a morte e a fome” até meados de julho.
Segundo o jornal britânico The Guardian, as entidades destacam que a guerra dificulta a coleta de dados que possam confirmar a chegada da fome na região, mas saber que a região de Gaza ultrapassou a situação de fome extrema corre o risco de obscurecer o preço já elevado que a falta de alimentos já tenha causado aos palestinos.
“Independentemente de os limiares da fome (IPC fase 5) terem sido definitivamente atingidos ou excedidos, pessoas estão a morrer de causas relacionadas com a fome em Gaza”, destacou relatório do Fews Net. “A desnutrição aguda entre as crianças é extremamente elevada e isso resultará em impactos fisiológicos irreversíveis”.
O Programa Alimentar Mundial e a Organização para a Alimentação e a Agricultura, no seu relatório Hunger Hotspots sobre a insegurança alimentar global, também alertaram para o preço que a fome está a cobrar, mesmo sem uma declaração de fome.
“Na ausência de uma cessação das hostilidades e de um maior acesso, o impacto na mortalidade e nas vidas dos palestinos agora, e nas gerações futuras, aumentará acentuadamente a cada dia, mesmo que a fome seja evitada no curto prazo”, diz o documento.
