A JUSTIÇA, O PATHOS-POLÍTICO E A MISÉRIA DA PRÁXIS DEMOCRÁTICA EM MORO

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Os partidos PT e PL entraram na Justiça Eleitoral contra a prática de abuso financeiro de Moro muito antes do início da campanha eleitoral, em 2022. Para os partidos, o ato de Moro lhe possibilitava ampla vantagem sobre seus adversários no Paraná, estado onde disputou a vaga para o Senado. Os partidos viram nesse na posição de Moro claro crime que lhe levaria à cassação do mandato.

 

Mas, não foi essa realidade que o relator do processo no TRE do Parana viu. Para ele, Moro não cometeu abuso nenhum e nem tirou vantagem sobre seus adversários, já que ele era um pessoa muito conhecida. Motivo de sua eleição. O mesmo sentido reconheceu o relator do processo no TSE. Além, de quê, não existe lei prevendo quando qual a quantidade de dinheiro pode ser tida como abusiva em campanha.

 

Como diria o pedagogo-paulo freiriano, Abdiel Moreno, resulta-resultado, Moro foi liberado pelo tribunal do Paraná, sua terra querida. Mas, os advogados dos dois partidos acreditaram – como muitos brasileiros-democratas – que no TSE, a parada-jurídica teria o verdadeiro desdobramento-democrático: Moro seria cassado.

 

Novamente, Abdiel Moreno, resulta-resultado: não foi. Foi absolvido e por unanimidade, mesmo com o jornalista Nelson Rodrigues afirmando que toda unanimidade é burra. Apesar do burro não ter nada a ver com a unanimidade que é negócios dos homens, diz o teatrólogo-alemão, Brecht. E o filósofo, Nietzsche pondo lenha na fogueira: “Humano, Demasiado Humano”. Mas, não esquecer que no Paraná, Nelson Rodrigues não se fez: na votação não teve unanimidade. Aí, salta a hilaridade: o que é que o TRE do Paraná tem que o TSE não tem em relação ao Moro? Responda ou a tirania lhe devora! 

 

Quem conhece o Congresso Nacional sabe que o frisson da semana passada produzido pelo seu presidente Rodrigo Pacheco se reunindo com ministros e ministra do TSE, com Moraes, para salvar Moro, tem relação com o resultado do julgamento, onde teve gente que chegou a afirmar, para salvar Moro que ele não era ninguém importante no Senado, era um ‘pato manco’, todavia, sabe-se, também, que Moro não cassado é o corpo, a imagem e o virtual do Congresso Nacional hoje. Inimigo da Democracia. O Lula que tenha coragem de afirmar.

 

O acordão deu certo, certíssimo, com o até paladino da moral-jurídica, ministro Moraes, votando para salvar Moro. A sociedade brasileira, em sua maioria, viu a não cassação de Moro como uma afronta à Justiça. Mesmo sabendo que Moro sofrendo da enfermidade-política, miséria da Práxis-Democrática, e sendo um ‘pato manco (Com os nossos maiores respeitos aos companheiros Patos que não merecem serem assemelhados ao fálico narcisista, apelidado de Marreco, outra ofensa aos companheiros da espécie aviária pelo antropomorfismo-paranoico-humano), ele tem poder de voto na dita casa-parlamentar. E pode muito bem se posicionar contra o Governo Democrático-Lula. Sua projeção-edipiana sublimadora de sua idealização do ego de seu pai.

 

E, tem mais, como é profundamente inseguro, ficar no Senado é alimento dos deuses para sua vaidade. Miséria da Práxis-Democrática já vivenciada pelas brasileiras e brasileiros quando fora juiz e ministro da Justiça do desgoverno-fascista, Bolsonaro.   

 

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