FASCISTA NÃO PODE EXIGIR LIBERDADE DE EXPRESSÃO, PORQUE FOI CENSURADO ANTES DE NASCER
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O Filósofo-Semiótico, Roland Barthes, em sua enunciação ‘Guerra das Línguas’, trata de dois tipos de Linguagens: a Linguagem-Encrática e Linguagem-Acrática.
A primeira, ele chama de linguagem das massas que é clandestina, pegajosa, influente, dominante, formada por clichês, esteriótipos, que não reflete uma crítica-semiótica, já que ela é usualmente-doméstica. É a linguagem que serve para toda forma de tirania. Seja uma tirania alcunhada de política ou a tirania do sistema capitalista de consumo. Sem ela, a ditadura da mercadoria não se consumaria privilegiadamente.
A segunda, ele chama de linguagem particular, das ciências, das artes, das especializações-profissionais. A Semiologia que para ser usada precisa de aprendizagem específica e crítica-semiológica. Daí, porque toda ciência ter a necessidade de sua própria Semiologia. Não, que essa linguagem não transite, também, pela linguagem das massas, posto que um especialista precisa se comunicar fora de seu contexto linguístico, já que a linguagem é um corpo palavra de ordem.
Entretanto, a questão da Liberdade de Expressão não é sintetizada tão somente por essas duas formas de linguagens. Embora, a primeira já apresente claramente uma censura, em função de pré-existir ao seu sujeito-falante, e, a segunda, também, ter sua condição a priori ao seu sujeito-falante. O que conta, mesmo, é a condição ontológica do sujeito-falante.
A Liberdade, como mostra o filósofo, Sartre, é a escolha que o Homem faz com sua Condição de Ser-Livre com seus Possíveis como Ser-Histórico, como Responsabilidade e Engajamento-Existencial. O que o fascista não pode realizar, pois sua liberdade foi censurada e modelada como espectral reprodução-alienada dos seus pais que lhe impuseram o modelo de dominação predominante, juntamente com a escola, a igreja, e todas às instituições fascistizadas. O que em psicanálise se chama o triunfo-pervertido de Édipo da família patriarcalista-judaica-paulínea-hominista-burguesa-tecnológica.
Como é sabido, o conceito Expressão não se resume em emissão-vocal-escrita-verbal de opiniões-particulares. O conceito Expressão é a enunciação-linguística do Acontecimento como o Novo que é necessário ao enriquecimento da Vida como Sociabilidade das Alteridades e Solidariedade-Revolucionárias. Os Fluxos-Mutantes e os Quantas-Desterritorializantes. Não trata-se de Ecolalia, a redundância do mesmo que é a miséria da linguagem que sustenta, principalmente, a Sociedade-Mercadoria. Com privilégio para a mercadoria-mentira que é muito bem propagada e consumida pelos fascistas.
Três exemplos para confirmar onde não pode existir Liberdade de Expressão em função da censura a priori.
1 – A família Bolsonaro. Todos os filhos de Bolsonaro já nasceram censurados por ele. A confirmação encontra-se na tautologia linguística emitidas por eles. Eles são meros repetidores dos valores de Bolsonaro que, por sua vez, foi censurado pela subjetividade que lhe modelou desde criança. O que significa que nenhum deles, como Musk, pode exigir Liberdade de Expressão, porque nunca vivenciaram esses Conceitos-Liberdades.
2 – A chamada grande mídia do Brasil. Ela, como também os chamados sites e blogs, são apenas veículos ecolálicos da subjetividade-dominante e opressora das enunciações do sistema capitalista-capitalístico norte-americano. Elas jamais vivenciaram a Liberdade de Expressão. Jamais tiveram opiniões próprias. Só reverberam e defendem os valores determinados por este sistema. Daí, seu serviçais serem tão bem domesticados nessas normas pedagógicas das subserviências.
3 – O Congresso Nacional. Não existem ideias modernas nem na Câmara dos Deputados e no Senado cujos representantes são de partidos de direita, sem qualquer Ideia Democraticamente-Direita. São só uma marcha Ecolálica das enunciações de milênios de pavor da Vida com alguns remendos policromizados com tintas diluídas para bruxulear como novidade-simulante, mas sem qualquer signo confirmativo da Liberdade de Expressão. É o único caso em que o Parla é uma concretização grotesca da afasia-legislativa.
E para não perder a crista da onda, a defesa que o ministro Barroso fez da Lava Jato, contra o relatório do corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o íntegro, insigne, probo, Luis Felipe Salomão que afastou quatro juízes, entre eles, a juíza Gabriela Hardt, que ele, Barroso, trata como “essa moça”, é a exibição, sem censura, da ausência da vivência de Liberdade de Expressão, visto que a Lava Jato era claramente patrocinada pelos EUA.