CONIB VISITA O PRESIDENTE DE ISRAEL APÓS RETALIAÇÃO DO IRÃ

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Formada por líderes da comunidade judaica, a delegação defendeu a pluralidade política interna, mas que a segurança do povo seja prioridade


Crédito: Divulgação/ Conib

Formada pelo presidente da organização, Claudio Lottenberg, e líderes da comunidade judaica no Brasil, a delegação defendeu a pluralidade política interna, mas que a segurança do povo deveria ser uma prioridade. 

Crédito: Conib/ Divulgação

Lottenberg expressou solidariedade “à dor das pessoas que estão traumatizadas e Israel e em Gaza” e declarou  que a luta não seria apenas entre Hamas e Israel, nem entre palestinos e Israel, mas “entre os que defendem o Estado Democrático de Direito, a liberdade de expressão, o poder do diálogo contra os fundamentalistas, para quem a intolerância, a violência e o abuso são práticas do seu dia a dia”.

Entre 13 e 17 de abril, a missão estará cumprindo com sua agenda, iniciando com uma conversa com o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI). Após o encontro com o presidente Isaac Herzog, o grupo deverá ser recebido com a diretora do Departamento de Luta contra o Antissemitismo, Ruth Dar. Entre as atividades, também estão visitas a locais atacados na operação de 7 de outubro de 2023. 

Comitiva presenciou o ataque iraniano

Os líderes judaicos estavam em seu hotel, quando receberam a informação do ataque iraniano e se direcionaram ao bunker do local, como mostra vídeo oficial. “A missão deve continuar. Reforço o espírito desta missão, que é dar apoio ao Estado de Israel nesta luta contra o mundo terrorista, mundo este também patrocinado pelo estado do Irã”, reforçou o presidente da CONIB. 

Houve críticas da organização judaica quanto à declaração do Itamaraty sobre a retaliação do Irã a Israel. Em nota, a CONIB declarou que a posição do governo brasileiro “frustrante”. Ainda assim, segundo Carlos Lottenberg declara que a missão oficial continua.

O disparo de 300 mísseis e drones foi a resposta do regime iraniano ao bombardeio contra sua embaixada na capital da Síria, Damasco, que destruiu as instalações e matou 7 conselheiros sêniors militares da Guarda Revolucionária do Irã em 1 de abril. 

*Com informações da Conib.

Dolores Guerra

Dolores Guerra é formada em Letras pela USP, foi professora de idiomas e tradutora-intérprete entre Brasil e México por 10 anos, e atualmente transita de carreira, estudando Jornalismo em São Paulo. Colabora com veículos especializados em geopolítica, e é estagiária do Jornal GGN desde março de 2014.

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