GRUPOS XIITAS IRAQUIANOS DA RESISTÊNCIA ISLÂMICA ATACAM BASE AÉREA EM ISRAEL

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Os grupos no Iraque anunciaram planos de aumentar o número de operações durante o mês sagrado muçulmano do Ramadã, “com o objetivo de destruir as fortificações inimigas”

Bandeira de Israel (Foto: Sputnik / Yevgeny Odinokov)

Sputnik Brasil – Grupos xiitas iraquianos da Resistência Islâmica afirmaram ter realizado um ataque com drones contra a base aérea militar de Palmachim, localizada no centro de Israel.

Os grupos no Iraque anunciaram planos de aumentar o número de operações durante o mês sagrado muçulmano do Ramadã, “com o objetivo de destruir as fortificações inimigas, completar a segunda fase das operações de resistência à ocupação e apoiar nosso povo em Gaza em resposta ao massacre perpetrado pelos sionistas contra civis palestinos desarmados”.

“Na madrugada de quinta-feira, 14 de março, combatentes da Resistência Islâmica no Iraque atacaram a base aérea sionista de Palmachim, profundamente dentro do território ocupado”, declarou a resistência em comunicado divulgado nas redes sociais. No dia anterior, grupos armados iraquianos afirmaram ter bombardeado o aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.

Em 7 de outubro de 2023, Israel foi alvo de um ataque de foguetes em grande escala da Faixa de Gaza. Após o ataque, os combatentes da organização adentraram as zonas fronteiriças no sul de Israel, onde abriram fogo contra militares e civis, além de fazerem mais de 200 reféns. O saldo foi de aproximadamente 1,2 mil mortos em Israel, incluindo civis, soldados, estrangeiros e trabalhadores, com mais de 5 mil feridos. 

Em resposta, as Forças de Defesa de Israel (FDI) assumiram o controle de todas as áreas povoadas próximas à fronteira com Gaza e iniciaram ataques aéreos contra alvos, incluindo civis, na região. Um bloqueio total à Faixa de Gaza foi anunciado, interrompendo o fornecimento de água, alimentos, eletricidade, medicamentos e combustível. A fase terrestre da operação israelense no enclave teve início no final de outubro.

O número de mortos nos ataques israelenses na Faixa de Gaza ultrapassou 31 mil, com mais de 73 mil feridos, conforme dados do Ministério da Saúde de Gaza. O Hamas relatou cerca de 200 a 250 reféns na Faixa de Gaza. Até o momento, segundo informações oficiais israelenses, 112 reféns haviam sido libertados, mais de 30 considerados mortos, e cerca de 100 permaneciam detidos no enclave palestino.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia pediu o cessar das hostilidades. Segundo o presidente russo Vladimir Putin, a resolução da crise no Oriente Médio só é viável por meio de uma solução de “dois estados”, aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, que prevê a criação de um estado palestino independente com base nas fronteiras de 1967 e com Jerusalém Oriental como capital.

 

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