ANISTIA INTERNACIONAL LISTA ERROS NA INVESTIGAÇÃO DO CRIME CONTRA MARIELLE E ANDERSON
Marielle Franco e Anderson Gomes foram assassinados em 2018 – Reprodução
Na quinta-feira (14), celebra-se a memória de Marielle Franco e Anderson Gomes, vítimas de um crime que chocou o Brasil e o mundo. Seis anos após o assassinato brutal, a Anistia Internacional lança um documento sobre os principais equívocos cometidos pelas autoridades brasileiras, seja por ação ou omissão, na busca pela verdade e justiça neste caso.
Morosidade na Solução do Caso: A investigação do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes tem sido marcada por uma lentidão perturbadora. A Anistia Internacional destaca a necessidade urgente de acelerar o processo investigativo para garantir justiça às vítimas e suas famílias.
Controle Frágil de Armas e Munições: A falta de controle eficaz sobre armamentos e munições de uso exclusivo das forças estatais brasileiras é apontada como uma lacuna significativa. Essa falha abre espaço para ações violentas e criminosas, como a que resultou na morte da vereadora e do motorista.
Interferências nas Investigações: Denúncias de interferências externas que visam desviar as investigações para erros são preocupantes. A Anistia Internacional ressalta a importância de proteger a integridade das investigações contra influências externas e garantir sua imparcialidade.

Instabilidade nas Autoridades Responsáveis: A constante troca de autoridades encarregadas da resolução do caso contribui para a falta de continuidade e eficácia nas investigações. É fundamental estabelecer uma liderança estável e comprometida com a elucidação deste crime hediondo.
Participação dos Familiares nas Investigações: A falha em garantir o direito à participação dos familiares das vítimas nas investigações é uma questão crítica. A Anistia Internacional destaca a importância de envolver e apoiar ativamente os familiares de Marielle e Anderson durante todo o processo investigativo.
Proteção de Defensores dos Direitos Humanos: A segurança e proteção dos defensores dos direitos humanos são fundamentais para o funcionamento eficaz da justiça. A falha na proteção desses indivíduos coloca em risco não apenas suas vidas, mas também o avanço da causa dos direitos humanos no Brasil.