MOISÉS MENDES: COVARDES, UNI-VOS!!!
21 de fevereiro de 2024 –
Extremistas de direita e todos os que genericamente são definidos como fascistas estão agrupados nos mais variados tipos de organização. Mas não há ainda entidades que congreguem os covardes e os isentões.
Porque os covardes não são necessariamente da direita e da extrema direita explícita ou encabulada. Há covardes em todas as classes e categorias sociais e de todas as ideologias. Que geralmente prezam pela militância silenciosa.
Para que se juntem os covardes clássicos e seus derivativos. O clássico circula pelas beiradas das grandes questões, em conversinhas que na maioria das vezes não são tornadas públicas.
Como acontece agora. Covardes trocam impressões sobre quaisquer assuntos, nos grupos virtuais e presenciais de covardes, mas são incapazes de explicitar opiniões que possam comprometer seu acovardamento.
Por isso os covardes devem estreitar relacionamentos com outros covardes, também de forma direta e analógica. Covardes não podem continuar dispersos, em turmas de zap, como estão desde a ascensão do bolsonarismo.
Há covardes dos subgrupos, dos covardes meio silenciosos mas nem tanto, que atacam Lula pelas costas na guerra contra o governo genocida de Benjamin Netanyahu.
E que são covardes invariavelmente pelo silêncio ou pelo murmúrio. Covardes de todas as áreas, inclusive do jornalismo, que prosperam em especial na grande imprensa.
Covardes segundo os quais Lula, no terceiro mandato como presidente e com meio século de política, seria um amador ao atacar o governo genocida de Israel, e não o estadista com maior protagonismo nesse começo de anos 20.
São covardes abarrotados de títulos acadêmicos os covardes do chamado meio jurídico, os especialistas ouvidos pelos jornalões, sempre que precisam dar o lustro da hermenêutica liberal aos ataques ao governo e a Lula.
Covardes e canalhas, uni-vos. Covardes não têm pátria. Tenham a ambição de uma carreira internacional. Unam-se aos covardes argentinos, israelenses, alemães, chilenos, gregos, americanos.
Percam a timidez. Juntem-se aos cínicos. Formem uma vasta confraria de isentões que se distanciam de tudo que é grave para exercitar falsas neutralidades e se alinhar sempre ao lado dos poderosos e de outros covardes.
Covardes que não tiveram a coragem de mostrar a cara e as unhas como bolsonaristas e que hoje, como perdedores, não sabem direito o que são. Mas sabem que são covardes.