“VAMOS ENFRENTAR O MUNDO PARA VENCER O HAMAS”, AFIRMA NETANYAHU
Primeiro-ministro israelense usa grupo extremista palestino como justificativa para manter ataques na região da Faixa de Gaza
Foto: Kobi Gideon, GPO – via fotospublicas.com
Os israelenses responsáveis por coordenar o confronto contra os palestinos na região da Faixa de Gaza não só rechaçaram a pressão internacional por um cessar-fogo como prometeram “manter-se firmes contra o mundo se necessário”.
Segundo o jornal The Times of Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa Yoav Gallant e o ministro Benny Gantz rejeitaram as críticas internacionais a respeito dos custos civis, e incitaram autoridades a apoiarem a causa israelense, pois sua vitória “significaria a vitória para todo o mundo livre”.
O premiê também deixou claro que Israel seria contra a volta da Autoridade Palestina à Gaza após os confrontos (objetivo pretendido pelos Estados Unidos), afirmando que a entidade educa as crianças a quererem eliminar Israel, apoia o terrorismo e não condenou as ações do Hamas realizadas em outubro.
Em entrevista coletiva realizada neste sábado (11/11), Netanyahu atacou o presidente da França, Emmanuel Macron, pelas críticas feitas à Israel um dia antes – na ocasião, Macron afirmou que “não havia justificativa” para o bombardeio de Israel contra “estes bebês, estas senhoras, estes idosos”, reiterando o apelo por um cessar-fogo em Gaza pois “não há razão para isso e não tem legitimidade”.
Enquanto autoridades de diversos países mostram preocupação com as vítimas civis e a piora da situação humanitária na região, e os manifestos a favor da Palestina não param de crescer, Netanyahu afirmou que tais eventos são “um comício em massa”.
“Não ceda à pressão”, disse Netanyahu. Embora tenha afirmado que a vitória de Israel é “para o seu próprio bem e para o mundo”, o político israelense enfatizou que “nenhuma pressão internacional, nenhuma falsa alegação sobre os soldados das FDI e o nosso Estado” vai afetar os esforços de autoproteção de Israel.
