PARA ENTENDER O COMPLEXO DE ÉDIPO NÃO CONSUMADO, VEJA A TATUAGEM-PAI NO BRAÇO DE CARLOS BOLSONARO, DELATADO COMO CHEFE DO GABINETE DO ÓDIO
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG
O Complexo de Édipo é a menina dos olhos da psicanálise. Sem Édipo não existe psicanálise. Foi a grande sacada de Freud, o criador da psicanálise.
É muitíssimo fácil compreender o Complexo de Édipo que Freud tomou do mito grego.
Trata-se da triangulação entre Filho-Mãe-Pai. Ou seja, o desejo que o Filho tem pela Mãe e toma seu Pai como rival, já que ele é o senhor da Mãe. Esse temor da castração surge quando o Filho percebe que a Mãe não tem pênis e ele fantasia essa “falta” ao Pai. Para ele o Pai castrou a Mãe, que um dia teve pênis, e pode fazer o mesmo com ele, Filho.
Ha, também, o Complexo de Electra em que a Menina deseja o Pai e odeia a Mãe. Porém, o processual é o mesmo só mudando os personagens em suas funções-familiares. Todavia, se usa a mesma nominalização Complexo de Édipo.
É aí que o Filho nomeia o Pai como rival, mas também como seu Ego-Idealizado (que vai criar os elementos para a estruturação do Super-Ego): quer ser igual o Pai, mas por medo. É um amor-defensivo, uma fantasia-medo. Ama e não ama o Pai. Freud chama essa fusão/confusão de estágio-homossexual do Filho que se identifica com o Pai. Essas vivências formam os resíduos-inconscientes que promovem os sintomas no adulto-edipiano-infantilizado.
Se o Filho tiver uma vivência gratificante em que ele passe a diminuir seu desejo pela Mãe e diminuir seu medo pelo Pai, ele consegue sair do medo da castração edipiana de forma saudável, porque entende que quando crescer também vai ter uma companheira e respeitar todas às mulheres, assim como vai ser um homem socialmente solidário, altruísta, responsável pelo mundo e sujeito comprometido com História da Humanidade. Mas, escravo de Édipo nada desses Princípios-Humanos serão possíveis.
Entretanto, se ele se fixar na imagem-idealizada do Pai, ele só crescerá biologicamente, posto que sua condição psíquica é tão somente o reflexo da imagem do Pai que ele idealizou em si, mas, não esquecer, por medo da castração. O que significa: não trata-se de amor-filial autêntico e livre.
É preciso, também, entender que Édipo não se prefigura apenas na fixação do adulto-edipiano-infantilizado em relação ao Pai-Biológico. Édipo é Lei, diz o psicanalista Lacan.
É por essa força que Édipo é projetado pelo adulto-edipiano-infantilizado em todas as representações de autoridades significadas nas instituições. A hierarquia-social só se mantém pela força edipiana. As leis, as ordens, as regras, as promoções, têm todas elementos-edipianos. Querer, em fantasia, se sentir importante e amado. O genocídio em Gaza, é atuação-pervertida da força castradora-edipiana. É Édipo e seu Fantasma-Bélico assassinando crianças.
É por essa realidade que os filósofos Deleuze e Guattari afirmam que “tem Édipo por todos os lados”.
Agora, ficou fácil entender a imagem de Bolsonaro em forma de tatuagem no braço do filho Carlos Bolsonaro. E mais fácil, ainda, entender porque ele chefiava o Gabinete do Ódio contra pessoas que ele acreditava, e acredita, serem inimigas de seu pai. Chefia testemunhada por Mauro Cid e delatada para a Polícia Federal.
Como canta, o Rockeiro-Cabocão-Edipiano: “Papai, eu quero ser cantor de Rock, mas preciso de seu toque, pois tô preso em seu reboque condutor do meu tom-choque”.