GOVERNO DE ISRAEL APRESENTA PLANO PARA CONTROLAR GAZA POR TEMPO INDEFINIDO; BRASILEIROS NÃO CONSEGUEM DEIXAR A REGIÃO

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A man displays a "wanted" pamphlet displaying Israel's Prime Minister Benjamin Netanyahu, during a rally to show their support to Palestinians and against Israel's military operations in Gaza, in front of the headquarters of the United Nations' Economic Commission for Latin America and the Caribbean (CEPAL-ECLAC) in Santiago on October 10, 2023. Hundreds of Hamas militants attacked Israel on Saturday, the Jewish holiday of Simchat Torah, in an assault that came 50 years after the outbreak of the 1973 Arab-Israeli war. Israel declared war on Hamas on Sunday and has since unleashed thousands of air strikes on the militia's positions. (Photo by Martin BERNETTI / AFP)

MASSACRE
Governo de Israel apresenta plano para controlar Gaza por tempo indefinido; brasileiros não conseguem deixar a região

A declaração de Netanyahu contraria posicionamento anterior do ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant

Redação

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

07 de Novembro de 2023 

“Procurado por genocídio e crimes contra o povo palestino”, diz cartaz em manifestação no Chile – Martin BERNETTI / AFP

O primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apresentou planos para controlar o território palestino da faixa de Gaza por “tempo indeterminado” , nesta terça-feira (7), quando a ofensiva israelense completa um mês.

A declaração foi feita em entrevista ao canal estadunidense ABC News. O ataques israelenses mataram mais de 10 mil pessoas, sendo 4.100 crianças segundo o Ministério de Saúde em Gaza. Os ataques do Hamas fizeram 1.400 vítimas fatais, segundo autoridades israelenses.

A declaração de Netanyahu contraria o posicionamento anterior do ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, que afirmou que “nem Israel, nem o Hamas” iria governar Gaza após o fim dos combates. No domingo, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu o cessar-fogo na Faixa de Gaza e indicou que a organização estaria disposta a regressar a Gaza como parte de um futuro acordo político.

 

“Assumiremos plenamente as nossas responsabilidades no âmbito de uma solução política abrangente que inclua toda a Cisjordânia [ocupada], incluindo Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza”, disse Abbas ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, que visitava Ramallah, na Cisjordânia. O aceno foi retribuído por Blinken, que disse considerar a Autoridade Palestina como a organização mais bem posicionada para administrar Gaza quando os combates terminarem.

Como consequência dos Acordos de Oslo de 1993, a Autoridade Nacional Palestina foi estabelecida como órgão provisório para governar a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. Com o controle do Hamas sobre a Faixa de Gaza, a AP exerce hoje seu governo na Cisjordânia.

 

A visita de Blinken à região terminou nesta terça-feira, sem que os EUA conseguissem qualquer trégua nos ataques de Israel sobre o território palestino. As tropas israelenses avançaram ainda mais por terra e chegaram à região de fronteira com a Cidade de Gaza.

Brasileiros permanecem em Gaza

Os 34 brasileiros que aguardam autorização para deixar a Faixa de Gaza não foram contemplados na 5ª lista com estrangeiros autorizados a deixar a região divulgada nesta terça-feira (7). Com o nome de 605 estrangeiros, a lista é composta por cidadãos da Alemanha (159), Romênia (104), Ucrânia (102), Canadá (80), França (61), Moldávia (51), Filipinas (46), Reino Unido (2).

Segundo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, a expectativa é que os cidadãos brasileiros abrigados nas cidades de Khan Younes e Rafah, próximas à fronteira com o Egito, sejam incluídos na lista desta quarta-feira (8). Fechada no último sábado (4) depois que Israel bombardeou um comboio de ambulâncias com feridos que haviam sido autorizados a deixar o país, a fronteira de Rafah só foi reaberta nessa segunda-feira (6).

Devido ao cerco imposto por Israel à Faixa de Gaza, os brasileiros e as agências de ajuda humanitária têm relatado falta de água potável, eletricidade, alimentos e remédios no enclave palestino. Segundo a ONU, a ajuda humanitária autorizada a entrar é insuficiente para cobrir as necessidades de cerca de 2,2 milhões de pessoas.

*Com informações de The Washington Post, Al Jazeera e Agência Brasil

Edição: Rodrigo Durão Coelho

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