PRIMO LEVI, JUDEU-ITALIANO, PRESO EM AUSCHWITZ, DISSE QUE SOMOS RESPONSÁVEIS PELO O HOLOCAUSTO. NA DÉCADA DE 80, ESCREVEU UM LIVRO SEM CITAR O HOLOCAUSTO DOS PALESTINOS IMPOSTO PELOS JUDEUS, MAS SOMOS RESPONSÁVEIS
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Primo Levi (1919-1989), judeu-italiano, que profissionalmente é químico, faz parte da comunidade de escritores talentosos e muito respeitado internacionalmente. Alem, de sua brilhante carreira literária, teve uma existência profundamente marcada ao ser preso no lager, campos de concentração de Auschwitz, onde sofreu e presenciou as aberrantes práticas desumanas impostas pelos nazistas aos prisioneiros. Humilhações, trabalhos forçados, torturas e fuzilamentos contínuos.
Com o fim da guerra, logo em 1947, ele escreveu uma obra revolucionária cujo título é uma pergunta eminentemente filosófica e psiquiátrica: É Isto Um Homem?. Obra revolucionária onde procura descrever as cruéis experiências no lager. E foi, exatamente, envolvido pelo sentimento de revolta que, indignado, perguntou: Como chegamos a criar essa sociedade? Como permitimos o florescimento do nazismo? E como permitimos o surgimento do holocausto? Revoltado com essa indignação-humana, ainda mais com as perguntas do tipo, por que vocês não lutaram? Por que não fugiram? Primo, afirmou que todos nós somos responsáveis.
No fim da primeira guerra mundial e com a derrota dos otomanos, a Inglaterra se apropriou do território Palestino. Em 14 de maio de 1948, portanto, 75 anos passados, sob forte fator emocional pelo que passaram os judeus perseguidos pelos nazistas, uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), comandada pelos EUA, Inglaterra e França, determinou a criação, em território Palestino, do Estado de Israel, que já no final do século XIX, o jornalista húngaro, Theodor Herzi, fazia exigência e campanha para criação do estado sionista.
Assim, começou a primeira apropriação de Israel das terras palestinas. Na sequência, foi acirrada as violências dos judeus contra os palestinos que continua até hoje. Depois de muita propaganda pelo governo de Israel de que os palestinos e os países árabes planejavam acabar com o estado de Israel, assim, como também, o povo judeu, tudo para causar medo e dominar a população e tê-la apoiando seus atos, foi criada a Guerra dos Seis Dias, em 1967, com o governo israelita atacando os países árabes, se apossando de vários territórios, principalmente, mais terras palestinas e se apresentando, sem pudor, como o grande grileiro da pós-modernidade. Se caracterizando, por si mesmo, como um Estado-Político-Teocrático.
Os governos tirânicos de Israel sempre fizeram o uso do nome ‘deus‘ para executarem seus anseios-compulsivos-paranoicos contra os que eles consideravam e consideram inimigos. Mormente, os palestinos que historicamente existem, como território, primeiro que eles. Tudo amparado pela figura simbolizante do Pai Primordial, os Estados Unidos. Sem Estados Unidos não tem prepotência. Claro exemplo de Complexo de Édipo de estado-político, não-resolvido.
Moisés sabia muito bem dessa realidade geo-histórica. Sem contar que os três principais princípios que eles defendem como deles, foi Moisés que trasladou da Cultura Egípcia, para formação de seu povo: O Monoteísmo, a Circuncisão e e o sentido de Povo Eleito por Deus.
Moisés era discípulos do faraó Akhenaton que, em 1375 A.C., pregava o monoteísmo, a circuncisão e que defendia e propagava que seu povo era o eleito do deus Amon – deus da cidade- e Rá- o SOL. Ou, ON. O deus SOL que envolve o Mundo e significava “Deus é Satisfeito”. O que até, Freud, que era descendente de judeu nascido em Freiburg, Moravia, no império austro-húngaro, sabia. Mas tudo virou nebulosidade inconsciente que mantém a mágica da tirania da superstição que oculta até o assassinato de Moisés. E tome sacralidade-colonizadora-opressora.
Na década de 80, Primo Levi, que se suicidou em 11 de abril de 1987, dominado por terrível depressão, publicou seu livro Os Afogados e Os Sobreviventes, em que ele narra mais detalhadamente o que narrou no É Isto Um Homem?. Entretanto, mesmo com todas as notícias sobre a expansão territorial de Israel e suas práticas de violências contra o povo palestino (Não havia o Hamas, para servir de motivo), ele não fez nenhuma citação sobre os atos desumanos que eram amparados, como hoje, pelos EUA.
Não se escreve para julgar o Primo. Não. Ele é um homem superior. Mas, é que ele mesmo, neste livro questiona a razão da existência do sistema nazista e pergunta se no futuro seria possível essa desumana crueldade se repetir:
“Muitas vezes nos é perguntado, como se nosso passado nos conferisse uma virtude profética, se “Auschwitz” retornará: ou seja, se acontecerão outros extermínios em massa, unilaterais, sistemáticos, mecanizados, intencionais em nível de governo, perpetrados contra populações inocentes e inermes, e legitimados pela doutrina do desprezo“.
Quando ele escreveu este texto na década de 80, já em 1967, o estado de Israel, iniciava seu “Auschwitz”, e que hoje se concretizou com o holocausto que é a Faixa Gaza, onde “extermínios em massa” são praticados com determinações “intencionais em nível de governo perpetrados contra populações inocentes e inermes, e legitimados pela doutrina do desprezo”, principalmente pelas crianças onde milhares já foram assassinadas. Primo, mesmo não querendo, profetizou os atos-nazistas de representantes do governo de seu povo-judeu.
Hitler, afirmava que era preciso exterminar todos os judeus, pois eles eram a sífiles da humanidade. Hoje, o governante maior do estado de Israel, Benjamin Netanyahu, afirma que é preciso exterminar os palestinos, porque enquanto eles existirem não haverá civilização.
Diante desse quadro-paranoico-narcisista, a professora de História Universal, Dona Isinha de Akhenaton, pergunta: “E quem é mais civilizado? Hitler ou Netanyahu?”.