COM 35 ÔNIBUS QUEIMADOS, RIO ENTRA PARA O RECORDE DE MAIOR ATAQUE CONTRA TRANSPORTES COLETIVOS DA HISTÓRIA
Picture of a bus which was set on fire by suspected paramilitary militia members, at Notre Dame station in Rio de Janeiro, Brazil, on October 23, 2023. Suspected paramilitary militia members torched 35 buses Monday in Rio de Janeiro after one of their leaders was killed in a police operation, paralyzing parts of the scenic Brazilian city, officials said. The chaotic scenes erupted on Rio's west side after an operation that Rio state Governor Claudio Castro said killed the nephew and right-hand-man of a militia boss known as "Zinho," the group's alleged leader in the region. (Photo by TERCIO TEIXEIRA / AFP)
TERROR
Ataques foram motivados após a morte de um miliciano; prejuízo estimado só com veículos é de R$ 35 milhões
Redação
Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) | 24 de Outubro de 2023 às 11:27
Entre os coletivos queimados, 20 são da operação municipal, 5 do BRT e outros de turismo/fretamento – Tercio Teixeira / AFP
A Zona Oeste do Rio de Janeiro passou por uma série de ataques na última segunda-feira (23) que resultou em 35 ônibus e um trem incendiados em um dia – esse é o registro de maior número de coletivos incendiados na história da cidade, segundo o Rio Ônibus.
Os ataques foram motivados a mando de grupos criminosos da região, após a morte de um miliciano. O prejuízo financeiro estimado, só com os veículos, ultrapassa os R$ 35 milhões.
Dados levantados pela Globonews indicam que 70% das pessoas que se deslocam no Rio de Janeiro utilizam o transporte de ônibus coletivo. Com os veículos incendiados, a população não terá uma reposição rápida.
O problema representa mais pessoas no ponto de ônibus, menos veículos circulando e muita dor de cabeça para chegar ao trabalho e voltar para casa. Atualmente a Zona Oeste tem 2,6 milhões de habitantes, o que representa cerca de 41% da população carioca. A região possui 40 bairros e 70% do território total do município.
Os ataques ocorreram após uma operação da Polícia Civil contra a maior milícia do Rio, que atua na região / BRUNO KAIUCA / AFP
Entre os coletivos queimados, 20 são da operação municipal, 5 do BRT e outros de turismo/fretamento. Outros veículos e pneus também foram incendiados, fechando diversas vias em bairros como Campo Grande, Santa Cruz, Paciência, Guaratiba, Sepetiba, Cosmos, Recreio, Inhoaíba, Barra, Tanque e Campinho.
Segundo informações do portal G1, pelo menos 12 suspeitos de ataques a ônibus foram presos; seis foram liberados por falta de provas de envolvimento nos atos. O governado Cláudio Castro classificou os autores dos ataques a transportes como “terroristas” e disse que fará caça a três chefões do crime.
“Esses três criminosos, Zinho, Tandera e Abelha: não descansaremos enquanto não prendermos eles”, disse à imprensa.
Fonte: BdF Rio de Janeiro
Edição: Mariana Pitasse