GLEISI: “CRIMES DE MANDO SÃO TÍPICOS DE MILICIANOS. E O MANDANTE É BOLSONARO”

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“Seu castelo de falsidades está ruindo”, afirmou a presidente do PT em referência ao ex-ocupante do Planalto

Jair Bolsonaro e Gleisi Hoffmann (Foto: ABr | Felipe L. Gonçalves/Brasil247)

247 – A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), destacou nesta quinta-feira (17) a participação de Jair Bolsonaro (PL) em um esquema de venda ilegal de joias e em tentativas de golpe. “Crimes de mando, como é característico entre milicianos. E o mandante é você, do desvio das joias, da tentativa de golpe e das fakenews para enganar a sociedade”, afirmou a parlamentar no Twitter.  

“A mentira tem pernas curtas Bolsonaro. Seu castelo de falsidades está ruindo, com as revelações do hacker na CPMI e o anúncio do advogado de Mauro Cid de que seu ajudante de ordens vai confessar os crimes das joias”, disse. “O Brasil não merecia esse desfile de horrores, mas é muito importante para a democracia iluminar os desmandos e falcatruas q vc e seu desgoverno praticaram”.

Por lei, presentes dados por governos de outras nações devem pertencer ao Estado brasileiro, e não podem ser incorporados a patrimônio pessoal. Policiais federais encontraram no rascunho do celular do tenente-coronel Mauro Cid uma mensagem tendo como destinatário uma pessoa chamada Chase Leonard,  nome que também está no recibo do Rolex recomprado por Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro. O militar vai confessar participação no esquema e deve citar o ex-ocupante do Planalto. 

Na terça-feira (15), Wassef disse que a viagem aos EUA teria “fins pessoais”. Também afirmou que fez a recompra do relógio para dar ao governo federal brasileiro. O advogado também negou que Bolsonaro e o tenente-coronel Mauro Cid pediram para o defensor recomprar o item.

Sobre Walter Delgatti, citado pela deputada, o hacker incriminou Bolsonaro ao apontar envolvimento do ex-ocupante do Planalto em tentativas de golpe. Nesta quinta (17), Walter Delgatti Neto falou à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas e disse que aceita estar frente a frente com Bolsonaro para comprovar informações fornecidas à comissão. Investigadores da PF pretendem ouvir o hacker nesta sexta (18). 

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A defesa do hacker não pretende fazer acordo para delação premiada e vai tentar incluí-lo em um programa de proteção a testemunhas. Advogados de Bolsonaro estudam apresentar no Judiciário uma queixa-crime contra Delgatti.

Sobre as tentativas de golpe citadas por Gleisi, policiais federais encontraram no celular de Cid uma minuta para uma ruptura institucional no País com a decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), e que previa estado de sítio “dentro das quatro linhas” da Constituição. O tenente foi ajudante de ordens de Bolsonaro. Atualmente, o coronel está preso no Distrito Federal após acusação de fraudes em cartões de vacinação. 

 

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