O USO PRIVADO DAS INSTITUIÇÕES PARA HOMENAGEAR COMPARSAS

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Na Democracia, as Instituições são Corpus-Políticos-Jurídicos-Administrativos-Burocráticos do Estado cuja funcionalidade é realizada pela práxis dos estamentos orientados pelo sentido Público da Objetividade-Social. Ou seja, as Instituições são eminentemente Públicas, pois foram engendradas pelo Devir-Povo. Não existem nas Instituições Territórios onde possam se estabelecer ou atuar Corpus-Privados como enunciações institucionais.

 

Todavia, em função da degeneração filogenética e ontogenética de alguns homens e mulheres que não podem alcançar e compreender o que é uma Instituição, é muitíssimo comum, que, quando atingem uma posição relativa às Instições como poder, façam delas um realidade integrada aos seus Eus, familiares e comparsas. Principalmente, quando trata-se de Eu tiranizado por um super-ego-castrador. Para estes e estas, as Instituições são representações edipianas-paternais-castradoras como autoridades que protege e  castiga, como mostra a psicanálise.

 

É exatamente, em governos com caráter autoritário, em que as Instituições sofreram atentados-corruptores, que elas são usadas como Corpus-Homenageadores aos que comungam com o ideário do governante no poder. Esta prática homenageadora tem três seguimentos básicos:

1 – O governo homenageia acreditando que detém os saberes necessários para reconhecer os que devem ser homenageados. Também, porque pretende, na perspectiva calculista-interesseira, que o homenageado se mantenha submisso às suas ordens  de autoridade-paternal-edipiana, que funciona nele inconscientemente como herança, pois jamais leu Freud.

2 – O homenageado aceita, e agradece, o ato-homenageador, porque é dotado de um ego-fragilíssimo, e precisa da ilusão que é amado pelo pai-bondoso, mas que no inconsciente continua sua saga-paranoica-castradora, que o faz ser um sujeito-sujeitado dominado pelo sentimento de culpa e sentimento de punição e com forte pulsão-homossexual em relação ao eu-idealizado do pai. Aí, a razão da identificação com a autoridade cruel, ameaçante e chantagista.

3 – Há continuamente, o caso de uma instituição ser usada para homenagear um governante pelo responsável por ela, com objetivo de se manter nas graças do tal governante. E, por sua vez, o governante acreditar que a sociedade vai lhe tecer maiores considerações por ter sido homenageado. 

 

Neste quadro, percebe-se que às Instituições têm seus Corpus encobertos pela força-tirânica da sordidez-sádica e é usada como um corpus-privado cuja função é realizar as fantasias-antidemocráticas do governante sustentadas pelos conflitos castradores-edipianos: dependência-paranoica à imagem-idealizada do pai. O que foi muito presenciado pela sociedade brasileira durante o maléfico tempo de Bolsonaro como alcunhado governante.

 

Houve farta distribuições de homenagens por todos os lados.  

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