MINISTRO BENEDITO GONÇALVES VOTOU PELA INELEGIBILIDADE DE BOLSONARO, O QUE PODE SER ENTENDIDO COMO INELEGÍVEIS, TAMBÉM, SEUS ELEITORES
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Querendo ou não querendo, o caso é tocado pala psicanálise: o voto é a transferência-projetiva do eleitor ao seu candidato. É um ato-político, seja Democrático ou fascista. De qualquer sorte, ou azar, é o interior do eleitor transferido-projetivamente no candidato. É a objetivação do eleitor no candidato por semelhança.
Quem é Democrata, transfere-projetivamente seus corpus-políticos no Candidato-Democrata por identificação. Quem é nazifascista, transfere seus corpus-apolíticos no candidato nazifascista por identificação. Identificação é compromisso e responsabilidade.
Na sessão realizada na noite de ontem, dia 27, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o ministro-relator Benedito Gonçalves proferiu seu voto que torna Bolsonaro inelegível, ele, com seu voto, permitiu que todos os eleitores-democratas pudessem concluir que todos os eleitores de Bolsonaro também foram atingidos pela inelegibilidade de oito anos. Ficarão oito anos sem poderem sublimar suas invejas, seus ódios e suas vinganças.
Bolsonaro foi conduzido ao poder presidencial pelos votos desses eleitores que lhes são semelhantes. O que significa, que todos os comportamentos antidemocratas, que depredaram as instituições brasileiras, promovidos por Bolsonaro, só foram possíveis pela votação e responsabilidade desses eleitores, visto terem sido eles os que se identificaram com sua realidade-psicológica contrária aos princípios, postulados, categorias, normas, propriedades constitutivas da Democracia Republicana.
Não adianta, agora que Roma foi incendiada, chorar mea-culpa, porque o perdão não passa pelo sistema-nervoso-central, como afirma o filósofo da Vontade de Potência, Nietzsche.
Com diz o frei, Zezinho de Caruaru: “Quinta-feira tem mais nas graças de São Pedro. Coincidência ou não, é o Homem que tem a chave do Céu!”