VÍDEO: COM 8 PERGUNTAS EM 6 MINUTOS, O DEPUTADO GLAUBER BRAGA HUMILHA DALLAGNOL
NAS CORDAS
Questionamentos tratam de negócios de família, compra de imóvel do Minha Casa Minha Vida, desapropriações, diárias, auxílio-moradia ilegal e muito mais
Deltan Dallagnol: questionado na tribuna na Câmara, tem encontro com a Justiça Eleitoral dia 16/05.
Créditos: Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil
Por Wellington Mesquita
BRASIL – 12/5/2023 ·
Acostumado a apontar o dedos para os outros, o deputado federal e ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol (PODEMOS-PR), foi alvo de uma bateria de questionamentos feitos pelo também parlamentar Glauber Braga (PSOL-RJ), durante sessão da Câmara, nesta quinta (11). Em apenas 3 minutos, Braga expôs uma série de dúvidas que pairam sobre a conduta do ex-procurador e hoje parlamentar, que pode perder o mandato, caso no próximo dia 16, o Tribunal Superior Eleitoral indefira sua candidatura por causa de irregularidades.
Em uma das perguntas, Glauber Braga interroga Deltan: “É verdade, senhor Dallagnol, que o senhor autorizou o pagamento de diárias e passagens pra sua equipe consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas da União e que o senhor foi condenado a devolver R$ 2,8 milhões aos cofres públicos?”, perguntou.
Em outra, o deputado do PSOL quer saber se é verdade se Dallagnol usou a sua posição no MPF pra faturar com palestras.
Veja:
FUTURO POLÍTICO
Mais que no Parlamento, as preocupações do lavajatista estão voltadas para o Tribunal Superior Eleitoral. Em 16 de maio será julgada a ação que pode cassar seu mandato e deixá-lo inelegível. O pedido é assinado pela Federação Brasil Esperança no Paraná (PT, PCdoB e PV), e tem como relator o ministro Benedito Gonçalves.
A sigla argumentou que o candidato não poderia concorrer à eleição de 2022 devido ao pedido de exoneração na pendência de processos disciplinares que poderiam levar à demissão dele do MPF.
Outro ponto foi a condenação de Deltan Dallagnol pelo Tribunal de Contas da União (TCU) pelo emprego ilegal de verbas de diárias durante participação na chefia da Operação Lava Jato.
Em outubro de 2022, o pedido de impugnação foi negado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), logo após de Dallagnol se eleger deputado federal.
A decisão do futuro político de Delta Dallagnol está agora nas mãos do Tribunal Superior Eleitoral.