CARLA CASTANHO: FORAGIDO POR TENTAR EXPLODIR AEROPORTO ESTÁ ABRIGADO EM FAZENDA BOLSONARISTA E DIZ QUE NÃO VAI SE ENTREGAR
Wellington Macedo, um dos três acusados pela tentativa de acionar bomba em aeroporto de Brasília, se declara inocente
O blogueiro e influenciador Wellington Macedo disse hoje que não pretende se entregar à polícia. Em entrevista à Folha, Macedo é um dos três acusados de tentar explodir uma bomba em um caminhão com combustível nas proximidades do aeroporto de Brasília, em 24 de dezembro. O indivíduo está escondido em uma fazenda de um empresário bolsonarista.
Já foragido há quatro meses, quando rompeu a tornozeleira eletrônica e deixou o Distrito Federal, Macedo se declara inocente, afirmando que não sabia do artefato e nem do plano que seria executado na época.
Quanto ao local do esconderijo, o blogueiro fugitivo disse estar em fazenda de um produtor rural que conheceu durante o acampamento montado em frente ao quartel-general do exército após a vitória de Lula.
“Eu não voltei mais para casa, fui para outra cidade. Estou numa fazenda de pessoas que conheci no acampamento. Estou bem isolado, estou longe”, disse à Folha, por telefone.
A versão de Wellington
À Folha, Wellington ainda disse que Alan Diego, que conheceu durante o acampamento enquanto gravava um documentário e a quem pediu uma carona até o aeroporto, sacou a bomba de dentro de uma sacola.
Macêdo revela que contestou Alan por envolvê-lo naquela ação, após ele se posicionar com o corpo para fora da janela e colocar o artefato sobre um pneu do veículo e, em seguida, tentar detonar o explosivo.
“Eu disse: ‘Cara, por que tu fez isso comigo? Tu nem me conhece. Tu me vê no QG, sabe que eu sou perseguido e me envolve num negócio desse?”, disse à Folha.
Após o ocorrido, Wellington deixou Alan em um hotel em Brasília e disse que não acionou as autoridades por medo de ser preso.
Wellington Macedo
Wellington é ex-assessor de Damares, na época, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Foi preso por incentivar os atos antidemocráticos no 7 de setembro, após 42 dias foi solto e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
É acusado por dirigir o carro que transportou a bomba, que, de acordo com as investigações, foi preparada por outros dois bolsonaristas, George Washington de Oliveira e Alan Diego dos Santos.
