“QUEM QUISER PERMANECER NO EXTREMISMO VAI TER RESPOSTA”, DIZ DINO SOBRE DESPOLITIZAÇÃO DAS FORÇAS DE SEGURANÇA

Durante o governo Bolsonaro, as polícias estaduais, assim como as Forças Armadas, foram colocadas no centro do debate político

Flávio Dino (Foto: GovMA | Tânia Rêgo/Agência Brasil)

 

247 – Ex-governador e senador eleito, Flávio Dino (PSB-MA), que coordena o núcleo de Justiça e Segurança Pública do gabinete de transição do governo Lula (PT), falou a Míriam Leitão, do jornal O Globo, sobre a necessidades de despolitizar as forças de segurança, colocadas, assim como as Forças Armadas, no centro do debate político pelo governo Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Dino, o grupo que ele coordena vai sugerir a Lula uma nova ‘cultura organizacional’ para despolitizar as polícias, já que “a política não é decidida pela polícia”, e sim “pelo voto popular”. “O cidadão pode votar em quem ele quiser. Mas ele não pode se apropriar de uma função de estado e ainda mais armada para fazer política. Quem quiser permanecer no extremismo ilegal, agressivo, belicista vai ter a resposta que a democracia exige”.

.

O senador eleito também reafirmou a necessidade de revogar os decretos de Bolsonaro que impulsionaram o armamento da população. “Hoje há mais civis com armas do que todas as polícias militares do país. Mas há um outro problema, os arsenais podem estar em mãos erradas. Ninguém tem o direito adquirido a andar armado. O estado autoriza ou não. A visão que será proposta ao presidente da República é de uma adaptação gradual através do encurtamento dos prazos de registros. É preciso criar restrições aos clubes, e fiscalizar a avenida que se abriu que são os CACs. Vamos sugerir que atividade não seja encerrada, mas que sejam fechados os clubes de fachada, os de sócios fictícios”.

Assine o 247apoie por Pixinscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.