CALMON: POVO NAS RUAS É O QUE IMPEDIRÁ A AVENTURA BOLSONARISTA

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A história nos mostra que a desistência à luta foi responsável pela derrota da democracia e vitória dos golpes

Foto: Mídia Ninja

Ceder as ruas

Por Francisco Celso Calmon

Ceder as ruas é o principio do fim da resistência. É a vitória do medo. É a derrota da esperança.

A história nos mostra que a desistência à luta foi responsável pela derrota da democracia e vitória dos golpes.

Quando o Marechal Lott reagiu a tentativa de impedir a posse de Juscelino Kubitschek, evitou um golpe. Quando Brizola reagiu, com a cadeia da legalidade, à tentativa de impedir a posse de Jango, evitou outro golpe.

Uma coisa é a resistência pacífica, outra é a desistência do palco de luta do povo, especialmente da esquerda, que é a rua, ou seja: o espaço público como o nosso teatro de operações.

O 7 de Setembro é uma data histórica. Anualmente é lembrada com desfiles cívico-militares, inclusive com as paradas dos estudantes de ensino médio, bem como o já tradicional Grito dos Excluídos.

Este ano, 2022, é comemorado o bicentenário da independência, por isso mesmo, mais simbólico para mostrar que em 200 anos o Brasil ainda não alcançou a verdadeira independência.

E no quadro atual onde o mandatário da nação bateu continência à bandeira americana, tal a sua subserviência, expôs o Brasil aos representantes das nações estrangeiras, além da alienação de território e do patrimônio estatal, transferir a comemoração da efeméride para outra data, é antipedagógica e fraqueza política. 

A cada vez que cedemos, fortalecemos o adversário e desanimamos a militância. E o exercício da militância não é como andar de bicicleta, é como o atletismo, é necessário estar sempre em exercício.

A polarização é fato consumado e o povo acompanha esse processo. O lado bolsonarista não é enfraquecido quando renunciamos, resignamos, mas quando o enfrentamos.

Se com o blefe, o terror, as ameaças, atinge seus objetivos, irá aumentar essa tática.

As instituições têm papel importante no enfretamento à desestabilização das eleições, mas é o povo nas ruas a força principal que impedirá a aventura bolsonarista.

Hoje, 26 de julho, dia que se comemora a Revolução Cubana, que inspirou a nossa juventude a crer no socialismo e no futuro da humanidade, que a sua resistência a todas as armadilhas e barreiras do imperialismo, nos acalente de ousadia e coragem para vencer o nazifascismo bolsonarista.  

Francisco Celso Calmon, coordenador do canal pororoca e ex-coordenador nacional da Rede Brasil – Memória, Verdade e Justiça

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