CARTA MAIOR, O MAIS ENGAJADO SITE DA VANGUARDA DO JORNALISMO-VIRTUAL-BRASILEIRO, DESCONECTA SEU AGENCIAMENTO DE ENUNCIAÇÃO DA INTELIGÊNCIA COLETIVA

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 O site AFINSOPHIA.ORG, da Associação Filosofia Itinerante (AFIN), como um agenciamento de enunciação coletiva virtual cujo processual midiático tem como devir-movente o sentido dos fluxos mutantes e dos quantas desterritorializantes, essencialidades-ontológicas do ser como práxis e poieses, entende como miserável desvitalização jornalista a imposição desconectante do sistema capitalista/capitalístico sobre o mais engajado site da vanguarda do jornalismo-virtual brasileiro, Carta Maior.

 

Depois de vinte anos de atuação de enunciações-democráticas, fundamentadas no singular conceito de política, Carta Maior se desloca do espaço-virtual sem porém se fragmentar em névoa-virtual das imagens-lembranças, como diz o filósofo Bergson. Muito pelo contrário, sua literatura-política, como potência-mutante ainda se deslocará como infinitude criativamente como corpus do movimento-real, porque a História não é qualquer fato ou ocorrência supérflua que tautologicamente se repete, mas o novo como transformação do que se encontra estabelecido como corpo-molar. O grande saque de Marx ao afirmar que a História só acontece uma vez. Se se quer repetida, não é História é farsa. Carta Maior é História. Sempre produziu o novo qualificado por seu espírito-revolucionário de engajamento-vanguardista. Motivo do site Afinsophia.Org sempre publicar seus textos enunciadores da inteligência-coletiva.  

 

Recebemos do companheiro Joaquim Palhares, diretor da Carta Maior, a enunciação que nos lançou ao movimento-comunicacional sobre a condição que experimenta esse site ímpar do engajamento da vanguarda do jornalismo-virtual que promove a inteligência e a coragem dos que pensam em um Brasil, uma América Latina, um Mundo diferente do que hoje se mostra despudoradamente em sua miséria existencial. 

 

Diante dessa ação-comunicativa do companheiro Joaquim Palhares, que desejamos o uso da receita-curativa do filósofo da Vida, Nietzsche (que vivenciou alguns períodos de diminuição da potência da saúde) quando trata da Escola Bélica da Vida: O que não me mata me fortalece. A doença é uma forma de fazer passar a saúde, de lembrar que precisamos viver, já que Viver é a Alegria – A Força Maior, como nos mostra o filósofo Clément Rosset, apresentamos aos acessantes do Afinsophia.org o enunciado nos enviado.    

 

 

Meu caro leitor/Minha cara leitora Associação Filosofia Itinerante  

Peço mil perdões por não ter me comunicado com você há mais tempo. Sou Joaquim Palhares, diretor da Carta Maior.  Nosso site saiu do ar em 8 de fevereiro. Fizemos várias tentativas de reativá-lo, mas a falta de recursos impediu que tivéssemos sucesso.

Outra dificuldade aliou-se a esse quadro já de difícil solução: estou muito doente e incapacitado para, entre outras tantas coisas, escrever. Estas são as razões pelas quais ainda não havia informado, a nenhum de nossos doadores, os motivos que levaram nosso site a sair do ar. Peço licença para fazê-lo agora.

Nossas agruras financeiras começaram com o golpe de 2016, que marcou o fim de um período de relativa estabilidade. Sem qualquer respeito às leis, o governo Temer rompeu, unilateralmente, os contratos de publicidade que se achavam em plena vigência e eram imprescindíveis à nossa sobrevivência. Estivemos, ali, na iminência de encerrar nossas atividades.

Fomos salvos por nossas leitoras e leitores, que prontamente doaram os recursos que impediram que o pior tivesse ocorrido.

Contávamos com 3.200 doadores, no início de 2020,o que possibilitava o andamento normal da Carta. Aos poucos, porém, fomos perdendo doadores, por várias razões, dentre elas o desemprego, a Covid-19, a crise em geral, mas também a concorrência de outros veículos, principalmente os que se utilizam do YouTube.

Em novembro de 2020, ainda contávamos com 1.820 doadores. Os recursos escassos ainda permitiam que realizássemos nosso trabalho com um número, contudo, bem menor de colaboradores do que gostaríamos. Mesmo com uma equipe acanhada, conseguíamos cobrir as pautas satisfatoriamente.

Porém, outro evento grave, nos primeiros dias de dezembro de 2020, veio a dificultar ainda mais a sustentação do nosso canal de comunicação que estava prestes a completar 20 anos. Fui contaminado pelo coronavírus e internado. Um ataque, quase fulminante, colocou-me sob intensos cuidados médico-hospitalares, com extremo risco de morte.

Foram quase de 2 meses hospitalizado e 12 dias em UTI. A alta, contudo, não me livrou da chamada “Covid Longa”. Passei o ano todo de 2021 tratando de sequelas nos rins, fígado, coração e pulmões. A estas somaram-se sequelas neurológicas e psicológicas que me impedem de trabalhar, de desenvolver temas e escrever.

Ora, formou-se o desastre perfeito. A confluência de uma crise financeira com um líder profundamente abalado, física, mentale psicologicamente, foi o que nos levou a deixar de atualizar a Carta Maior. Os poucos colaboradores que ainda nos supriam de matérias, artigos e traduções, mesmo tendo capacidade e vontade de continuar, foram obrigados a desistir.

A crise financeira atingiu o site como um tsunami, retirando a página do ar, por falta de atualização dos componentes do sistema hospedado nos Estados Unidos. Não há recursos financeiros disponíveis para recolocá-lo adequadamente no ar, tampouco para pagar as pessoas com as quais precisaríamos contar para uma retomada.

A semana que passou foi decisiva para concluirmos que a única alternativa era reconhecer a impossibilidade e comunicar aos doadores e leitores a decisão de não mais retornar ao ar.

Foram mais de 20 anos de muito trabalho para manter o site. É lastimável que a esquerda perca um gigantesco arquivo que conta a história dos últimos 20 anos do nosso país, da América Latina e de parte do mundo.

Contudo, é preciso reconhecer que não há mais condições de manter a Carta Maior no ar. Falta-me a “garra “ que antes sobrava. Não encontro motivação que supere uma depressão interminável.

Tenho 75 anos de idade e sei que será difícil viver os anos que me restam, sem a convivência com os mais de 1.000.000 de leitores/mês, nível que alcançamos e sustentamos por quase dez anos, durante os anos de 2004 a 2014, quando a Carta Maior chegou a ser o maior veículo da imprensa alternativa.

Lamentavelmente chegamos ao fim.

Assim, é com grande sofrimento que peço que você cancele sua doação e aguarde notícias, pois há um grupo de companheiras e companheiros examinando a hipótese de dar continuidade a Carta Maior sem minha presença.

Para cancelar a sua doação basta responder a esta mensagem, manifestando a sua decisão de suspender a doação. Tão logo isso ocorra, tomaremos as providências junto à VINDI, empresa que faz a arrecadação das doações, e lhe informaremos.

Agradeço a ajuda do companheiro César Locatelli, na redação desta mensagem.

Agradeço muito sua colaboração que nos permitiu trazer Carta Maior até aqui.

Atenciosamente,

Joaquim Palhares
Diretor da Carta Maior

*para dúvidas sobre sua doação, clique aqui
ou escreva para myllena@cartamaior.com.br

 

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