BIDEN ENVIA DELEGAÇÃO DE EX-MILITARES A TAIWAN; CHINA DIZ QUE APOIO DOS EUA É “INÚTIL”

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TAIWAN-US-DIPLOMACY

This handout picture taken and released by Taiwan’s Ministry of Foreign Affairs (MOFA) on March 1, 2022 shows Michael Mullen (L), former US chairman of the Joint Chiefs of Staff, being greeted by Taiwan’s Foreign Minister Joseph Wu (R) upon his arrival at Sungshan Airport in Taipei. (Photo by Handout / MINISTRY OF FOREIGN AFFAIRS / AFP) / -----EDITORS NOTE --- RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / Ministry of Foreign Affairs" - NO MARKETING - NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS

TENSÃO GEOPOLÍTICA

Após envio de destruidor de mísseis ao estreito de Taiwan, Estados Unidos manda comitiva de especialistas militares

Michele de Mello
Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

 

Ex-chefe do Estado Maior dos EUA chegou a Taipei para reunir-se com autoridades de Taiwan – AFP

Nesta terça-feira (1º), o ex-chefe do Estado Maior Conjunto dos Estados Unidos e uma delegação de ex-autoridades do Pentágono chegaram em Taiwan numa viagem denunciada pelo governo chinês como uma provocação. O grupo pousou em um jato particular no aeroporto Songshan, no centro de Taipei, e foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Joseph Wu. Nesta quarta-feira, os funcionários estadunidenses devem reunir-se com a chefe do governo de Taiwan, Tsai Ing-wen.

Integram a delegação Mike Mullen, um almirante aposentado da Marinha, que serviu como principal oficial militar dos Estados Unidos durante a gestão dos ex-presidentes George W. Bush e Barack Obama; Meghan O’Sullivan, ex-vice-conselheira de segurança nacional de Bush, e Michele Flournoy, ex-subsecretária de defesa sob Obama. Além deles, dois ex-diretores seniores do Conselho de Segurança Nacional para a Ásia, Mike Green e Evan Medeiros, também estão na viagem.

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A visita teria o objetivo de reiterar o apoio dos EUA a Taiwan, que busca se tornar independente da China desde 1927. Desde 1954, Estados Unidos e Taiwan assinam acordos de defesa mútua.

Só na década de 1970, quando as Nações Unidas (ONU) passaram a reconhecer a China continental como membro pleno, foi que a Casa Branca prometeu respeitar o princípio de “um país, dois sistemas” e desabilitou a base militar que mantinha dentro da ilha.

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O governo chinês respondeu à chegada da delegação a Taiwan de maneira imediata e criticou a visita. “A demonstração estadunidense de apoio a Taiwan é inútil, não importa quem enviem”, afirmou o porta-voz da chancelaria chinesa, Wang Wenbin, em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (1º).

Na última semana, numa demonstração de força, o Pentágono estadunidense divulgou que o destruidor de mísses USS Ralph Johson estaria atravessando o estreito de Taiwan.

“Se a parte estadunidense tenta ameaçar ou pressionar a China através de tal comportamento, gostaríamos de advertir os Estados Unidos que qualquer disuasão militar é tão fraca como ferro-velho diante da Grande Muralha de Aço constituída por 1,4 bilhões de chineses”, declarou Wenbin.

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História

Taiwan é uma ilha de 23 milhões de habitantes, a cerca de 130km da parte continental chinesa. Possui governo próprio, eleito democraticamente, instituições independentes, moeda nacional, forças armadas e mantém relações diplomáticas com 26 países. Chiang Kai-Shek, líder do Partido Nacionalista (Kuomintang), governou Taiwan até 1975, com poderes ditatoriais. Mesmo após a sua morte, nesse mesmo ano, a ilha continuou sendo controlada pelo Kuomintang. Somente na década de 1990 o país passou por um processo de democratização, abrindo espaço para outras agremiações políticas.

A China Popular considera Taiwan uma província rebelde, uma parte inalienável do seu território. Em março de 2005, a Assembleia Nacional Popular aprovou a lei anti-secessão, que autoriza o uso da força contra a ilha, caso esta declare a sua independência formal.

* Com informação de Xinhua, UOL, Reuters

Edição: Rebeca Cavalcante

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